08 de julho de 2026

Demografia


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Diz-nos o Aurélio que ‘demografia’ é o estudo estatístico das populações, especialmente no que se refere à natalidade, isto é, ao aumento populacional.

De há muito, mais intensamente em nossos dias, o tema vem provocando constante preocupação dos estudiosos, vez que, conforme se vê no caderno ‘Ilustríssima’, do jornal Folha de São Paulo, edição do último dia 14, em matéria sob o título ‘Muvuca planetária’, a população da Terra dobrou de tamanho nos últimos 39 anos. Dessa explosão demográfica, surgem dois grandes problemas: alimentação, e lixo, além de, evidentemente, transporte, saúde, educação...

Em entrevista gravada para o Idefran, na década de 80 do século passado, o saudoso pesquisador Dr. Hernani Guimarães Andrade já alertava para os mesmos percalços na caminhada humana, exatamente porque, como agora nos vem informar a matéria citada, mais rapidamente a população tenderá a duplicar-se.

Há fontes de pesquisa apresentando números nada otimistas, como os que indicam que os recursos naturais da Terra estão se exaurindo, projetando impossibilidade de sustentação da população nos níveis de consumo habituais.

Por isso, alguns estudiosos sugerem que os governos adotem políticas de controle da natalidade, principalmente nas camadas mais carentes da população, especialmente porque, nestes segmentos populacionais é que se encontram os mais altos índices de fertilidade e desinformação.

Já há países superpovoados. Na China, a superpopulação impôs que as famílias sejam obrigadas a limitar a procriação em apenas um filho, sem o que, ficam submetidas a sérias restrições nos programas sociais do governo.

Há mais de 150 anos, Allan Kardec, o Codificador do Espiritismo, também se preocupou com o que já lhe parecia sério problema e, segundo se vê da questão 687 de O Livro dos Espíritos, submeteu o assunto aos Espíritos Superiores, indagando: ‘Indo sempre a população na progressão crescente que vemos, chegará tempo em que seja excessiva na Terra?’, a que responderam: ‘Não, Deus a isso provê e mantém sempre o equilíbrio.

Ele coisa alguma faz de inútil. O homem, que apenas vê um canto do quadro da Natureza, não pode julgar da harmonia do conjunto.’

Obviamente que, sendo o homem detentor de inteligência e de liberdade de agir, não estão os Instrutores espirituais dizendo que ele deva cruzar os braços, mas prestar racional cooperação na Obra Divina. É-nos lícito desenvolver, inteligentemente, métodos e técnicas para solucionar os problemas que nos afligem, buscando o bem-estar, mas à custa de esforço no alavancamento do progresso a que está destinado o nosso planeta.

Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais, diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca - IDEFRAN