Para os médicos consultados pela reportagem, tratamentos alternativos como a cirurgia espiritual são uma questão de fé e qualquer auxílio que faça o doente se sentir melhor é bem-vindo. “Mal não vai fazer. Então, por que não receber uma oração, um tratamento espiritual?”, indaga Ulisses Martins Minicucci, delegado do Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo).
Marco Aurélio Piacesi, presidente do Sindicato dos Médicos de Franca e Região, reforça que a cirurgia espiritual não é prática médica reconhecida, mas sua opinião pessoal é a favor. “Com frequência observo que as pessoas acabam tendo alguma melhora, uma cura ‘inexplicável’. Entendo que qualquer tipo de auxílio que não é invasivo - que a pessoa não seja cortada e nem tome medicação injetável, enfim que não passe por nenhum procedimento específico da medicina - e que faça com que a pessoa se sinta melhor é muito bem-vindo.” Ele ressalta que o paciente deve conciliar o tratamento alternativo “com todo recurso médico disponível que existir para trazer alívio à pessoa”. “Orar, rezar, pedir, tomar um chá... não vejo como pode fazer mal.”