Artes cênicas ou tecnologia da informação? Jornalismo ou veterinária? A dúvida parece absurda? Ao final do ensino médio, muito jovens não sabem ao certo qual profissão seguir. Para tentar resolver esse problema de indecisão e clarear o dilema “ser e o não ser”, uma opção é procurar um psicólogo especializado em orientação profissional. A maioria dos pacientes são estudantes do ensino médio e de cursinhos pré-vestibulares, que buscam a ajuda para encontrar a profissão de seus sonhos.
Conhecido também como teste vocacional, a orientação profissional começa com uma entrevista do aluno pelo psicólogo. A ideia é entender quais são as dúvidas, para posteriormente aplicar o teste. Descoberto o problema, é hora do exame direcionado, chamado de teste de interesses. Nele o profissional descobre o que de fato prende a atenção da pessoa. Em seguida, é aplicado um teste de habilidades. Com base no resultado da segunda prova, o jovem é testado pela terceira vez. Se, por exemplo, o exame indicar que ele gosta de exatas (matemática, física e química), um teste de Quociente de Inteligência (raciocínio lógico) é aplicado para ver se ele tem raciocínio rápido.
A estudante Mariana Costa de Lima, 16 anos, está no terceiro ano do ensino médio. Para ela, além das dúvidas naturais com a proximidade do momento decisivo, a cobrança dos pais contribuiu para que ela buscasse orientação. “Minha mãe me falou sobre essa ajuda e eu quis fazer. Está sendo bom porque agora estou conseguindo enxergar que tenho habilidade para a área de humanas e não de exatas como eu achava que tinha. Ainda faltam duas sessões e acho que vou escolher o curso certo”. A jovem agora está em dúvida entre direito e história.
A psicóloga Márcia Ricci Maia, especialista em orientação profissional, compara a escolha da profissão à de um namorado. “Tem gente que não consegue namorar por medo de perder as outras pessoas. Quem tem medo de escolher a profissão, normalmente também tem medo de casar”. Outra questão que pode contribuir para aumentar a dúvida dos jovens, segundo ela, é gostar de fazer muitas coisas. “Há pessoas que são muito ricas em habilidades. Qualquer coisa que gosta acha que tem que trabalhar nisso, mas não é bem assim. É preciso ter segurança para escolher uma coisa só, as outras podem ser feitas como lazer.”
A orientação vocacional é realizada em consultório em sessões de, em média, uma hora e meia, uma vez por semana, durante um mês. E segundo a psicóloga, se não ajuda o indeciso a escolher exatamente o curso, pelo menos pela área ele terá condições de optar. O valor médio mensal da orientação é de R$ 200, podendo variar de acordo com o profissional escolhido para realizar o teste. Na Unifran (Universidade de Franca) a avaliação é oferecida gratuitamente por alunos do último ano de psicologia.
Fepro espera visita de 15 mil jovens
A Unifran (Universidade de Franca) vai oferecer nos dias 27 e 28 de setembro a Fepro (Feira de Profissões). No local haverá dicas de carreiras para os jovens estudantes. O evento, que acontece no Centro Esportivo da universidade, abre as portas às 8 horas para visitação e fecha às 22h45. O ginásio poliesportivo de 3 mil metros quadrados vai abrigar mais de 50 estandes de cursos oferecidos pela universidade. Serão pelo menos 15 mil adolescentes esperados para visitar. As visitações serão monitoradas por profissionais que darão explicações básicas sobre as carreiras.
1 - Onde encontrar?
Qualquer psicólogo é habilitado a aplicar o teste
2 - Quanto custa?
Em média, R$ 200 por mês e de graça na Unifran
3 - Quanto tempo demora?
O tempo médio é de quatro meses, mas pode durar mais
4 - Como funciona?
São realizados uma entrevista e três testes: de interesse, de habilidades e, por último, um direcionado às aptidões do jovem
5 - Mais informações podem ser obtidas pelo site da Associação Brasileira de Orientação Profissional: www.abopbrasil.org.br.