10 de julho de 2026

Idosos são minoria entre os envolvidos em acidentes


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EXEMPLO - O taxista Manoel Gabriel Couto, 79, nunca se envolveu em acidente e mantém o controle quando está no volante

Aos 79 anos, Manoel Gabriel Couto, o taxista mais velho do Ponto Catedral, é exemplo de bom motorista e nunca se envolveu em acidente. Na profissão há 27 anos, ele conta que já trabalhou como caminhoneiro e viajou por todo o País. Ao se aposentar, com apenas 47 anos, decidiu que não largaria do volante tão cedo. “Eu não quis parar de trabalhar porque tendo saúde a gente tem que continuar e tenho uma saúde invejável”, diz Manoel, que nem usa óculos e dirige hoje o seu sexto carro zero quilômetro desde que atua como taxista.

Segundo estatística da Seção de Trânsito da Polícia Militar de Franca, no ano passado foram registrados na cidade 6.129 acidentes e atropelamentos. De 9.049 envolvidos, as pessoas acima de 60 anos somam 881 e representam 9,73%. Os números de idosos ao volante é ainda menor. “Alguns idosos envolvidos nos acidentes estão na condução do veículo, mas boa parte da incidência é por atropelamentos”, afirma Capitão Araújo, da PM. “O idoso é um pouco mais prudente, mas por outro lado, ele tem os reflexos reduzidos o que pode prejudicá-lo”, completa Araújo.

Ainda de acordo com os dados, na faixa etária de 18 a 29 anos, o número de envolvidos é de 2.963. Os dados revelam ainda que 4.947 pessoas com idade entre 30 e 59 anos se envolveram em acidentes no mesmo período.

Com expediente das 8h30 às 17 horas, Manoel garante que mantém o controle e não se estressa com facilidade. “O trânsito está muito conturbado e congestionado. Tem carro demais - antes era bom para o taxista, tinha pouco carro na rua e mais serviço. Além disso, essa juventude é meio estressada. Meu segredo é ser calmo, não fico afobado e não xingo porque não adianta”, revela o taxista, que “dá um toque de buzina quando um sujeito faz besteira na minha frente”.

Já a aposentada Helena Aparecida Tótoli, 66, que dirige desde os 25, reclama do comportamento dos motoristas nas ruas da cidade. “O trânsito em Franca está horrível. Os motoristas não dão seta, nem têm educação e os motoqueiros cortam a frente da gente”, ressalta Helena, que “não é de correr”. “Vou renovar a carta no ano que vem e pretendo dirigir até quando eu puder.”