Há alguns meses o prefeito Sidnei Rocha ameaçou extinguir a guarda municipal, talvez até para mexer com os brios do pessoal envolvido, já que pouco estava produzindo. A poeira assentou, veio a discussão sobre a permissão para multar no trânsito e, com a Câmara posicionando-se contra, agora é que menos se vê a corporação atuando. Em razão dos abusos até concordo com os que defendem o direito de fazer multas, contanto que não ficassem apenas restritas ao horário matinal de carga e descarga na região central e depois desaparecerem. Como foram impedidos de manter a prática, tiraram o time de campo. Já foi dito que o grande erro de alguém é não fazer nada se não puder fazer tudo. Enquanto isso, poderiam muito bem dar as caras em locais como a área central, guardando praça e calçadões coibindo ciclistas que circulam onde não devem, em local de passagem de pedestres, ou fazendo vigilância mais firme nos cemitérios, impedindo a ação de desocupados, em vez de ficarem como simples atendentes em algumas repartições públicas. Além disso, orientar também o trânsito, não seria da sua competência? É preciso que as autoridades municipais revejam a situação da nossa guarda, que pode fazer muito mais do que faz atualmente. Ou então o prefeito tinha certa razão na sua pretensão. Afinal, a corporação custa bastante dinheiro ao povo. Só não pode deixar a guarda recolhida.