Ocorreu como queria,
Nasceu no Dia de Reis,
Sob a bênção de Maria,
Mês de janeiro, o seis.
Sendo ela professora
Na escola Sandoval,
Dedicada mestra fora,
Até ir para o jornal.
Com o nome de Patrícia,
Assume como cronista,
Sua figura é notícia,
No jornalismo se alista.
Entre a classe mais alta,
Ocupou o seu lugar,
Mas desta posição salta,
Junto ao povo vai ficar.
Animou o carnaval,
Homenagens concedeu,
Entrevistou sem igual,
Com o dom que Deus lhe deu.
A profissão e a família,
Ambas, sempre, lado a lado.
Amparando-se na Bíblia,
Chorou a perda do amado.
Os filhos, também se foram,
De forma inesperada,
Muitos por ela oraram,
Por toda a madrugada.
O trabalho é sua vida,
Dedicou-se por inteiro,
Por isso é tão querida,
Tem respeito verdadeiro.
Felizes eles estão.
Apareceu outro amor,
Para esta ocasião,
Uma nova cor quis pôr.
E de azul se vestiu,
Dirigiu-se ao altar.
O povo todo assentiu
No passo que ia dar.
Por unir trabalho e festa,
Rádio, tevê e jornal,
Não há outra como esta
Cronista tão especial.
Muito mais Patrícia fez,
Na sua intensa vida,
Não é ainda desta vez
Que ela será vencida.