Ingrid nasceu perto da metade do século XIII, na nobre família Elovsdotter, na Suécia. Cristãos fervorosos, os pais deram a ela e aos outros filhos, uma educação digna dos fidalgos e no rigoroso seguimento de Cristo. A menina desde os primeiros anos de vida se mostrou muito virtuosa, amável, caridosa e pia, surpreendendo a todos com seu cândido ideal religioso. No início da adolescência, como era costume da época, teve de contrair um riquíssimo casamento. Mesmo contrariando sua vocação, ela aceitou tudo com humilde resignação, mas não deixou que o mundo de luxo, futilidades e poder contaminassem sua alma, apesar de ter de conviver nele. Continuou serenamente a cuidar das obras de caridade que fundara para os pobres e doentes abandonados, os quais atendia pessoalmente. Possuindo dons especiais de profecia e cura, gozava entre a população da fama de santidade. Ingrid enviuvou pouco tempo depois. Assim, decidiu fazer uma longa peregrinação para a Terra Santa, acompanhada por sua irmã mais velha e algumas damas da corte. Ali seu amor ao Senhor Jesus aumentou ainda mais, alimentando o seu desejo de se consagrar à vida religiosa. Da Palestina viajou para Roma onde visitou os túmulos dos apóstolos e dos primeiros mártires e de lá foi para Santiago de Compostela, na Espanha, rezar junto às relíquias do apóstolo Tiago.
Oração
Das lições de humildade
Deus, nosso Pai, amparai-nos nos momentos adversos. Amparai-nos sobretudo quando buscamos a retidão em nossas ações e não somos compreendidos.
Amparai-nos nos momentos de provação, quando o desespero parece sufocar nosso coração, quando a desesperança turva a nossa visão e obscurece nosso entendimento. Saibamos tirar proveito de nossos erros e aprendamos dos nossos limites e contradições. Aprendemos de nossos próprios fracassos e desacertos. Mais vale a humildade que a prepotência. Mais vale ajudar o outro do que tudo querer reter para si. Mais vale a simplicidade de vida do que sucumbir à fragmentação dos sonhos na busca de poder. Possamos conservar íntegros e carinho e cuidado pela Frágil chama de bondade que arde perenemente no fundo de cada coração. E possamos discernir entre o que realmente importa e o que é perfeitamente dispensável. Aprendemos do vendaval das vaidades que nada constrói e nos inclinemos à passagem de Deus na Brisa suave da paz interior: ‘Sai e conserva-te em cima do monte na presença do Senhor: ele vai passar... Depois do fogo ouviu-se o murmúrio de uma brisa ligeira’ (I Rs 19,11-12). E Deus estava na brisa suave.
Os Cinco Minutos dos Santos/J. Alves
São Paulo, Editora Ave-Maria.