Mais de dois meses após a Leão Engenharia ter assumido a coleta do lixo orgânico e reciclável de Franca, o serviço ainda gera reclamações. Lixo não recolhido em ruas sem saída, falta de coleta seletiva, acúmulo de lixo e horários não cumpridos são as reclamações mais frequentes. A empresa nega as falhas.
Na Rua Emília Garcia Sanches, no Jardim Paraty, onde a coleta deveria passar todos os sábados, terças e quintas-feiras, o lixo estava acumulado na manhã de ontem em pelo menos metade da rua. São dois tambores para o armazenamento dos dejetos. Um deles, que estava com lixo acumulado desde sábado, quando a coleta deveria ter sido feita, é usado por doze famílias - aproximadamente 30 pessoas.
Segundo o pespontador autônomo Alexandre Neto Vezza, 37, não é a primeira vez que o problema ocorre. Ele diz que o caminhão percorre apenas metade do quarteirão. Antes, o motorista dava marcha-a-ré e ia até o fim da rua sem saída. “É a segunda vez que eles passam aqui de sábado e não pegam o lixo. Nós temos que ficar jogando lixo em terrenos, porque fica fedendo”, reclamou o pespontador, que também já solicitou mais latões para colocar os dejetos. “Estamos com lixo dentro de casa que não podemos colocar (para fora).”
Mas os latões também são motivo de reclamação. A pespontadeira Edna Maria de Almeida, 43, moradora na mesma rua, já teve o latão em frente sua casa. Após muita briga, conseguiu colocá-lo do outro lado da rua. Animais peçonhentos e o mau cheiro invadiam sua residência. “Bate um vento e o cheiro vem. Fica esse lixo uma semana, não dá, fica fedido mesmo.”
Moradores da Rua Cavalheiro Petráglia, na Vila Raycos, também reclamaram que o caminhão de coleta do lixo doméstico não percorre toda a rua e os lixos estavam se acumulando nas portas das casas. De acordo com o aposentado Edson Moreira, o problema vinha acontecendo há algumas semanas e o caminhão só recolhia o lixo até a metade da rua. Na Rua Rosana Popi Norberto, no Leporace I, o problema era o lixo derrubado pelos coletores.
Outra reclamação é com a coleta seletiva. A dona de casa Miria Malaquias Ferreira, 42, disse que, pelo menos em sua rua, o caminhão não tem passado. Com isso, lixo reciclável tem tido o mesmo destino do orgânico. “É desagradável isso. Eu juntei de três semanas, aí não passaram e eu fui obrigada a colocar a sacolinha do lado. E é muito feio fazer isso.”