09 de julho de 2026

RPG - o jogo da imaginação


| Tempo de leitura: 3 min
Aluísio Capela e Maickon de Souza jogam com seus livros, dados e miniaturas em uma loja especializada de Franca

Um diretor, vários atores, um cenário e uma ambientação. Não, essa reportagem não fala sobre peças de teatro ou sobre o roteiro de nenhum filme. O tema de hoje é RPG (Role-Playing Game) ou jogo de interpretação de papeis. O diretor é, na verdade, o mestre. E os atores, os jogadores.

A temática desta brincadeira, que é levada a sério por muita gente, é variada e pode ser sobre qualquer assunto. A preferência da maioria, no entanto, é por jogos medievais, de vampiro, lobisomem, futurista e o chamado D&D, o Dungeons & Dragons.

O empresário Aluísio Oliveira Schmidt Capela, de 29 anos, joga RPG há 17. Ele e os amigos se reúnem, pelo menos uma vez por mês, para a brincadeira. Capela conta que em Franca há centenas de outros jogadores que, assim como ele, foram conquistados pelo aspecto lúdico do jogo. “Você pode ser o que quiser, vivenciar aventuras da época medieval e enfrentar o tipo de inimigo que a criatividade permitir. É fantástico”, disse o empresário.

COMO JOGAR
Quem direciona a história é o mestre. Ele define onde vai se passar a aventura, a época, o cenário, o resultado de cada ação proposta pelos jogadores, os obstáculos que eles terão que vencer e a missão do grupo. O mestre pode inventar a história ou seguir uma das sugestões contidas em centenas de livros de RPG. Os jogadores interpretam papeis de personagens sugeridos por eles mesmos ou pelo próprio mestre. No início do jogo cada personagem define em uma ficha individual as qualidade que vai ter e isso pode ser feito através do jogo de dados ou da vontade de cada um, dependendo das regras de cada grupo de RPG.

Outra curiosidade desse tipo de jogo é que os participantes não jogam um conta o outro, mas um com outro. Segundo Maickon Polli de Souza, de 22 anos, que joga há 10, as ações de cada um ajudam o mestre a construir a história. “A ideia é sempre do narrador, mas é a descrição das decisões dos jogadores que define a trajetória da sessão”, explica.

Existem, basicamente, três maneiras de jogar RPG. A “de mesa” é a mais tradicional. Nela, mestre e jogadores descrevem suas ações e a história oralmente. A segunda forma é a Live Action, com os jogadores, literalmente, interpretando os seus papéis, com figurino e etc. A terceira maneira, chamada de aventura solo, tem um jogador que, através de um livro de RPG joga sozinho, sem mestre.

As partidas podem ser em ambientes internos ou externos, como em praças e campos. Também é possível utilizar miniaturas nos mapas e tabuleiros para definir o posicionamento do personagem no jogo.

UM DOS PREFERIDOS
Um dos jogos mais famosos de RPG é o D&D, o Dungeons & Dragons, que reúne histórias de magia, deuses, monstros, guerreiros, monges, entre outros. Esses personagens podem explorar antigas ruínas cheias de armadilhas, atacar monstros, saquear a tumba de algum mago, lançar magias, ressuscitar dos mortos, entrar em castelos, se tornar rei ou rainha e até ser transformados em pedras ou sapos. Tudo isso dependendo apenas da imaginação e da criatividade dos participantes.