O suspeito de ter matado o analista de sistemas Eugênio Bozola, 52, e o modelo Murilo Rezende da Silva, 21, crime ocorrido na capital na madrugada da última segunda-feira, está sendo procurado na região. Lucas Cintra Zanetti Rosseti, 21, morador em Igarapava, é o principal suspeito de cometer o duplo homicídio. A Polícia Civil já solicitou sua prisão temporária à Justiça. O DHPP (Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa), de São Paulo, que investiga o crime, pediu ontem apoio da equipe do setor de homicídios da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Franca. Os policiais estão realizando diligências na região. Até o fechamento desta edição, o suspeito ainda não havia sido encontrado.
Ontem à tarde, a equipe de homicídios da DIG rumou para Igarapava com objetivo de levantar pistas sobre o paradeiro de Rosseti. Os investigadores, que mantêm sigilo nas informações, checaram locais onde o suspeito poderia estar escondido e também ouviram parentes de Lucas. A mãe de Lucas foi ouvida, mas não soube dizer o paradeiro do filho. A única informação liberada é que ele realmente teria viajado para São Paulo e estava na capital desde o Dia dos Pais.
O delegado Mauro Dias, do DHPP, divulgou ontem a foto do suspeito e também algumas informações sobre as investigações em torno do duplo assassinato, ocorrido no apartamento de luxo em Pinheiros, zona oeste de São Paulo. Segundo apurado pela equipe da capital, Lucas Rosseti saiu de Igarapava e foi se hospedar no apartamento de Bozola. No local, também estava hospedado o modelo Murilo Rezende. Na noite do crime, estava ocorrendo uma reunião no apartamento da vítima. Uma quarta pessoa, já identificada, que esteve no imóvel, disse que saiu do prédio pouco antes das 20 horas, deixando Eugênio, Murilo e Lucas no local. Esta testemunha afirmou não ter participado do crime e se colocou à disposição para todos os exames necessários, inclusive de DNA.
A Polícia acredita que Lucas tenha cometido o duplo homicídio e depois fugido do apartamento com o veículo de Eugênio, um Honda Civic. O carro foi rastreado passando pelo pedágio de São Simão, na Rodovia Anhanguera, no último dia 23. Segundo relatos de amigos de Eugênio, o suspeito teria que retornar para Igarapava na última terça-feira. “Eugênio prometeu trazer Lucas para São Paulo e mostrar pontos turísticos da capital. Acreditamos que Lucas ficou deslumbrado com a cidade e não queria retornar para sua cidade, onde deve ter ocorrido o desentendimento”, disse em entrevista coletiva o delegado do DHPP.
A polícia também acha que o rapaz tenha agido sozinho e que o primeiro a ser morto por ele, pode ter sido Murilo. Não está descartada a possibilidade de as vítimas terem sido dopadas antes de morrer. Segundo a polícia, Murilo era amigo de Eugênio e não existem informações de que ele era homossexual. “Diversos outros modelos se hospedavam na casa de Eugênio. Parece que ele (Eugênio) fazia uma ponte. O pessoal morava em outras cidades e se hospedavam com ele”, disse Mauro Dias, durante a coletiva.