Nos sete primeiros meses deste ano o Procon (Órgão de Proteção ao Consumidor) recebeu 28 queixas de consumidores após as compras de produtos pela internet. O número é 45 % maior que no ano passado, quando foram registradas 19 reclamações. Apesar da facilidade de pagamento, descontos irresistíveis e comodidade na hora da entrega, as vendas on-line também possuem seus riscos. Entre as principais insatisfações dos clientes estão a demora na hora da entrega e o não recebimento da mercadoria após o pagamento.
A fabricante de doces e queijos, Elaine Cristina Mazzon, teve uma compra on-line mal sucedida há dois meses. “Comprei uma máquina de prensa de queijo, mas o produto não veio conforme o anunciado no site. Vieram formas quadradas e meus queijos são redondos, peças a menos, enfim nada certo”, disse. Elaine tentou entrar em contato com a empresa, localizada em Pompéia (SP), mas foi tudo em vão. “Eles não aceitaram a devolução. Agora aguardamos na justiça uma resposta”, disse.
O mesmo dilema viveu no mês passado a costureira Dinéia Batista Cintra que comprou três chapéus como complementação de um figurino para uma peça de teatro. Apesar de ter dado a entrada de R$ 19, não recebeu as peças. “Acho injustiça. Pode ser pouco, mas se todo mundo deixar pra lá eles vão ganhando dinheiro a nossas custas. Já tentei ligar diversas vezes nos números, porém ninguém atende. Não estou conseguindo falar”, disse.
ORIENTAÇÃO
Luiz Antônio Murari, agente fiscal do Procon, lembra que antes de qualquer compra na internet, o consumidor tem que se certificar de que a empresa é de confiança. “Tem que ver se informações como telefone e endereço são reais. E verificar se ela não tem nenhuma reclamação já cadastrada junto ao Procon”, disse.
O Procon está instalado na sede da Secretaria de Segurança e Cidadania, na Alameda Vicente Leporace, 4.655, Parque dos Pinhais. O funcionamento é das 8 às 17 horas. Mais informações pelo telefone 3721-4757.