08 de julho de 2026

Mortalidade em cirurgia de redução chega a 2% no pós-operatório


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Segundo o médico Wilson Salgado Junior, do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, a cirurgia deve ser a última alternativa, após o paciente já ter tentado vários métodos, sem sucesso. “Por isso há critérios para indicação de cirurgia. O procedimento cirúrgico não é milagroso e muito menos isento de risco. A chance de um paciente apresentar complicações cirúrgicas é real. E, sim, existe a mortalidade cirúrgica”, afirmou o cirurgião.

Ainda segundo ele, as ocorrências atingem entre 0,5% e 2% das cirurgias. Salgado Júnior considera a frequência relativamente baixa e cita como exemplo a cirurgia para retirada da vesícula biliar. “A mortalidade geral nesse caso gira em torno de 0,8%, e é um procedimento muito menos complexo. Além disso, vale lembrar que a mortalidade de um paciente obeso que não perde peso (devido infarto, derrame, etc.) é maior que os valores apresentados no pós-operatório.”

De acordo com o médico, a complicação mais frequente após as cirurgias é o seroma (saída de líquido em excesso pela ferida), de menor gravidade. Já entre as mais graves - e que podem ser fatais -, estão o vazamento das emendas e a embolia pulmonar (obstrução aguda da circulação arterial pulmonar).

Em longo prazo, a cirurgia modifica toda a fisiologia normal do sistema digestivo, o que pode acarretar em distúrbios nutricionais importantes. Para evitá-los, o acompanhamento do paciente deve ser para o resto da vida, com exames de sangue periódicos e também com a colaboração do paciente na hora de seguir as orientações nutricionais e tomar os medicamentos prescritos.