A Santa Casa de Patrocínio Paulista, em convênio com o Governo do Estado, tem ajudado a dar andamento na fila por cirurgias eletivas na região. Desde novembro do ano passado, a instituição realiza pequenas operações de pacientes que estavam há até seis anos na lista de espera. Até o começo de agosto, foram realizados 700 procedimentos e a expectativa é que outros cem possam ser feitos até setembro, quando se encerra o convênio do mutirão.
O serviço foi oferecido ao Governo pela direção da Santa Casa como uma alternativa à ociosidade de leitos e funcionários. “Temos condições e profissionais capacitados para oferecer o serviço. Só precisávamos ser pagos pelo Estado, estávamos com déficit de internação e um hospital tem que se manter”, disse o gerente administrativo, Geter Simão Ferreira.
Com o convênio estabelecido, a instituição passou a fazer eletivas nas áreas de ginecologia, otorrino, oftalmo, ortopedia, urologia e vascular. Na próxima semana, por exemplo, serão realizadas 20 operações de cataratas. “São pacientes de toda a região que estão há bastante tempo na espera. Temos recebidos pessoas de Ipuã, São Joaquim da Barra, Sales Oliveira, São José da Bela Vista, Pedregulho, além de Franca.” Segundo Ferreira, das 700 cirurgias realizadas, 500 foram em pacientes francanos. A Santa Casa de Patrocínio Paulista conta com um corpo clínico com 12 médicos.
O encaminhamento para as cirurgias acontece por meio da DRS VIII (Diretoria Regional de Saúde), após triagem feita pelos municípios da regional. As Prefeituras também ficam responsáveis pelo transporte dos pacientes. “Elas trazem o paciente para avaliação, depois retornam no dia da cirurgia e novamente voltam para buscar”, disse o gerente do hospital. As cirurgias são feitas durante a semana e também aos sábados.
As altas, segundo Ferreira, acontecem no mesmo dia (no caso de procedimentos mais simples) ou no prazo de até dois dias. Por cada cirurgia, o SUS (Sistema Único de Saúde) repassa entre R$ 150 a R$ 450, conforme o grau de complexidade. Por uma cirurgia de laqueadura, por exemplo, o repasse é de R$ 450. De otorrino, o valor é R$ 160.
Pelo contrato do mutirão, o pagamento pelas cirurgias realizadas acontecem somente entre 60 e 90 dias após o procedimento. “Apesar da tabela SUS ser defasada, tem sido uma boa solução tanto para nós Santa Casa como para agilizar a fila. Esperamos que o convênio seja renovado. Primeiro, ele vencia em junho e foi estendido até setembro.”