Muito oportuna a matéria principal da página Painel, do último amigo, assinada pelo Valdes Rodrigues, na qual descreve uma conscientização rápida e urgente no trânsito francano. Sou leitor deste Comércio e o que mais atrai a minha atenção é a página de Opinião. Digo que aí está um termômetro da cidade, onde tudo o que acontece é debatido não em (linguagem) jornalística, e sim, por leitores, formadores de opinião. e sim por nós meros leitores e porque não formadores de opinião. Voltando ao caso da matéria do Painel, pergunto: será que alguém se lembra que aquilo era uma simulação? (leia aqui). Será que os leitores sabem que aquilo foi uma aula de educação no trânsito que nada adiantou? Acredito que só uns 10% se lembram. Por outro lado, se eu perguntar a alguém sobre lembrar-se de uma multa que levou, o valor e o motivo, ou então, o dia em que perdeu um amigo, um irmão no trânsito, (a lembrança será rápida). Não sou nenhuma autoridade, parente do Prefeito e nem estou ganhando nada em escrever. Sou só um simples cidadão que ama esta cidade e sinto, e vejo, e leio que aqui, a vida está perdendo o valor. No trânsito, somos números – 8 mortes, 22ª cidade no ranking estadual, 80% dos acidentes acontecem com motos.Somos somente isso, números. Vejo jovens pulando na fonte da praça nos mostrando a Educação que trazem da família e da escola. Leio sobre filhos espancando pais e covardes batendo em mulheres e, ainda assim, alguns acreditam em educação? Sou do bom e velho ditado “a educação vem do berço”. Berço é família. Aliás, educação é uma coisa que não existe mais. Sou plenamente a favor de uma fiscalização rígida e atuante da PM e da Guarda Civil, e, porque não, até nossa. Sou a favor dos radares. Prefiro que Franca tenha sim, uma indústria de multa do que permitir que sejamos uma indústria de desgraças. (...) Será que terei de tirar do meu dicionário a palavra ‘família’ e enfatizar a palavra ‘tragédia”?
Leandro Alberto de Freitas
Franca - SP
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Quantas cruzes serão necessárias para mudar alguns estigmas em Franca? Às vezes, pela imprensa escrita e radiofônica, observo políticos posicionando-se em relação ao trânsito. Chega ser hilário quando um solta a voz (dizendo) que em Franca existe uma indústria de multas, e depois, quando são noticiadas as avalanche de mortes e lesões decorrentes do trânsito, ficam quietinhos. Poupem-me!! Os representantes do povo têm que parar de colocar a guilhotina sobre o pescoço dos órgãos fiscalizadores do trânsito e trabalhar junto com eles, ajudando-os a dirigir esforços fiscalizadores sobre os arruaceiros que transitam pelas ruas da cidade. Fiscalização dura e correta nestes criminosos do trânsito! Eles só se sentem acuados quando uma caneta marca os quadradinhos dos talões de autuações. A população não pode viver com medo! A população não pode cair no canto da sereia de políticos que querem fazer moral com pessoas que são multadas.
Janaína Baptista Cardoso
Franca - SP