08 de julho de 2026

Uma conscientização necessária e urgente


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A gente vem batendo na mesma tecla há tempos, mas nem uma notícia como a publicada pelo Comércio na última sexta-feira parece ser capaz de permitir uma tomada de consciência, principalmente, dos motoristas. A morte de uma pessoa por semana vitimada pelo trânsito caótico e maluco da cidade é um dado altamente preocupante. No começo do mês a Secretaria de Estado da Segurança Pública publicou uma estatística levando em conta as ocorrências registradas nos seis primeiros meses do ano, apontando Franca como a oitava cidade do ranking de mortes em acidentes de trânsito no Estado. O município é o 21º mais populoso e fica em 14º em frota de veículos, com 188 mil — média de 1, 69 habitantes por automóvel. Diante disso, já se tentou de tudo nos últimos anos buscando conter os abusos que se verificam em ruas, avenidas e rodovias locais. As campanhas de conscientização, mais utilizadas para este fim, mostram-se ineficazes, principalmente por conta dos números mostrados. A Polícia Militar aponta para a falta de conscientização do motorista como um dos principais fatores para o elevado número de acidentes. Também pensamos assim. Afinal, se não partir do condutor (motorista, motociclista e ciclista) uma mudança de atitude — a imprudência atinge a todos, incluindo aí até os pedestres —, dificilmente conseguiremos reduzir as vítimas fatais. Cabe ao motorista, ao motociclista, ao ciclista e ao pedestre reverter esta imprudência no trânsito francano. A partir daí, será fácil reduzir (e até zerar) o número de mortes. Basta cada um fazer a sua parte e dirigir com prudência, com velocidade moderada, respeitar sinais de trânsito e semáforos para que o panorama se transforme. É o que esperamos.