Após um crescimento eufórico, o ritmo da construção civil se estabilizou de forma positiva em Franca. O setor é hoje responsável por transformar a “cara” da cidade, fazer surgir novos bairros (foram 20 desde 2005), trazer gente de fora e movimentar a economia, já que diversos segmentos têm se beneficiado desse momento. Os números são uma prova de que a movimentação não é apenas uma bolha passageira. Dados da Secretaria de Urbanismo mostram que até julho foram aprovados mil projetos de construções residenciais na cidade. São, em média, cinco novas casas todos os dias. Em 2007, eram três. Na geração de emprego, a construção civil foi geradora de 115 novas vagas de trabalho só no mês de julho.
O aumento da oferta de crédito é apontado como o principal impulsionador desse avanço, aliado à melhora da renda da população, segundo empresários do setor. “São casais novos que juntam as economias para construir ou comprar a casa própria, por meio do financiamento do Programa Minha Casa, Minha Vida”, afirma o corretor Célio Henrique Moreira, da Imobiliária Dr. Fábio Liporoni.
Segundo ele, só a imobiliária Liporoni constrói em média seis novas casas todos os meses e a maior demanda é por imóveis de 200 metros quadrados e que custem até R$ 130 mil. “A procura é grande e vem desde o ano passado.”
Para o engenheiro e diretor de parcelamento e uso do solo da Prefeitura, Franco Rodrigues Pereira, a condição econômica do país tem favorecido as construções e movimentado diversos setores da cidade. Ele diz que sempre quando há o lançamento de um loteamento, ocorre um aumento no número de obras residenciais. Entre as regiões mais procuradas para erguer os imóveis estão a norte e a oeste. Bairros como Jardim Meirelles, Residencial Palermo, Palermo City, Jardim Pulicano, Jardim Luiza e Jardim Vera Cruz são preferidos para a construção das novas moradias.
Marcelo Vinhola, proprietário da Adão Materiais de Construção, diz que a demanda de construções de imóveis na cidade é tanta a ponto de empresa precisar reforçar a frota de caminhões para entrega de produtos como cimento, areia e tijolos. Só de cimento, a quantidade de sacas vendidas por semana aumentou de 900, em agosto do ano passado, para 1,2 mil nesse mês. “Foi preciso comprar mais caminhões, pois o pedido de entregas de quinta a sábado cresceu muito em razão dos mutirões de construção que acontecem aos finais de semana.” Vinhola disse ainda que as facilidades para o financiamento de materiais de construção também favorecem o crescimento de obras residenciais em Franca. “As pessoas financiam de R$ 5 mil a R$ 10 mil em materiais e tocam a obra.”
Segundo o engenheiro da Prefeitura, a maioria das casas que estão sendo erguidas na cidade é de padrão médio, tem três dormitórios, sendo uma suíte, sala, cozinha, copa, banheiro e garagem. O tempo de construção gira em média de 90 dias. “O ritmo neste ano está bem mais intenso do que em 2010, acredito que já ultrapassamos as 1.100 só até o começo de agosto.”