10 de julho de 2026

O consumo da informação descrito pelos conselho de leitores do GCN


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Cícero de Oliveira, Gabriel Fernandes, Juliana de Souza e Renato Centeno

Como cada um de vocês consome a informação? Esta foi a questão lançada aos membros do Conselho de Leitores do GCN Comunicação na reunião do dia 6. Estavam presentes 10 conselheiros, que possuem as mais diferentes realidades e um ponto em comum: os veículos do GCN - jornal Comércio da Franca, rádio Difusora AM e Portal GCN.net (www.gcn.net.br) - como os principais meios de informação.

Participaram da reunião os conselheiros Cícero de Oliveira, Éder Silveira Brazão, Gabriel Guagneli Fernandes, Iraci Procópio Bortolato Pereira, Juliana Franco de Souza, Mariza de Lourdes Barbosa Garcia, Mateus Menezes do Nascimento, Nelson da Rocha Neves, Renato Centeno e Rosana Aparecida David Prado. As conselheiras Marina Souza Oliveira e Rita de Cássia Rangel Vilela Souza foram as ausências.

Cada um com sua particularidade, sua profissão, sua rotina, narrou como e quando lê o Comércio da Franca, ouve a rádio Difusora ou acessa o portal GCN.net. Com realidades distintas, os horários dedicados à informação são discrepantes. Há aqueles que acordam às 5h30 e acompanham o programa Balakubaco, na Difusora, com o radialista Daniel Rodrigues.

Outros despertam às 6h, 6h30, e já pegam o Comércio para ler. Alguns esperam algum outro membro da família ler o jornal para depois se informarem. Outros folheiam o noticiário pela manhã, vão para o trabalho e depois, no intervalo do almoço, o leem com mais atenção. Há ainda os que chegam ao trabalho e a primeira coisa que fazem é ler o Comércio ou acessar as notícias pelo GCN.net. E quase dez horas depois que o primeiro conselheiro teve contato com um dos veículos do GCN, o último está tendo as primeiras informações do dia. “Trabalho à noite, durmo durante o dia e me levanto às três horas da tarde. Acordo e já leio o jornal”, disse o eletricista Renato Centeno.

Outras curiosidades foram reveladas a respeito dos hábitos de consumo de informação. “Em casa é uma guerra por causa do jornal. Todos somos apaixonados pelo Comércio... Para mim, o jornal é uma companhia, é um vício”, disse a professora Mariza de Lourdes Barbosa Garcia. “Acordo às 6 horas e já pego o jornal. Vejo a capa e leio o que mais me chama atenção. Depois, na hora do almoço, leio tudo e separo o mais interessante para minha filha, que mora fora... Não me vejo sem o Comércio”, ressaltou a professora Rosana Aparecida David Prado. “Levanto e a primeira coisa que faço é pegar o jornal”, disse o funcionário público Nelson da Rocha Neves.

De todos os 10 conselheiros presentes à reunião, apenas um afirmou ler outro jornal impresso além do Comércio. Os demais têm contato com outros veículos de informação através da internet. Segundo o jornalista Côrrea Neves Júnior, a realidade dos conselheiros já havia sido constatada por uma pesquisa realizada na cidade de Franca. Mesmo assim, ele se mostrou surpreso com o que ouviu na reunião. “O jornal chega onde nem imaginamos. Somos a principal fonte de informação de uma parcela grande da comunidade. Nossa responsabilidade aumenta cada vez mais”, disse.

Encontro
A reunião do Conselho de Leitores do GCN Comunicação aconteceu na manhã do sábado, dia 6 de agosto, na sede do grupo. Foram mais de quatro horas de discussões entre os 10 conselheiros presentes e diretores e editores da empresa - o diretor-executivo do GCN, Côrrea Neves Júnior; a presidente do Conselho Consultivo, Sonia Machiavelli; a editora-chefe do Comércio, Joelma Ospedal; o diretor artístico da Rádio Difusora, Everton Lima; o editor de Opinião e gestor de Relações Corporativas, Luiz Neto; o diretor de Pessoas, Israel Gomes; e o editor de fechamento, Luciano Tortaro.

Jornal impresso
Questionado sobre investimentos em aplicativos para celular, Côrrea Neves Júnior disse que estudos estão sendo feitos, mas não para uso imediato. “O acesso à informação por smartphones e tablets ainda é pequeno. As pessoas não consomem informação jornalística pelo celular. O mercado de jornal impresso cresceu 4,4% no Brasil no último semestre. Nós crescemos 10,4%. Apostamos muito em novas tecnologias, mas o impresso tem futuro ainda.”

Novo blog
A estreia do blog Em dia com a balança, da jornalista Ana Catarina Prebill, no Portal GCN.net, agradou os conselheiros. No diário online, a repórter conta sua luta para emagrecer e dá dicas aos leitores. A conselheira Juliana Franco de Souza disse que já estava disposta a mudar seus hábitos depois da série Medida Certa, do Fantástico (Rede Globo), mas o blog a incentivou ainda mais. “Encorajei-me pelo Fantástico, agora com o blog, mais próximo, é melhor ainda. Gostei muito.”

Storyboard
O uso de storyboard (ilustrações contando uma história) causou estranheza em um dos conselheiros. O recurso usado na capa do Comércio para explicar a agressão sofrida por uma motorista que fechou um motoqueiro no trânsito não agradou a conselheira Mariza Garcia. “Parecia uma sátira do acontecimento”, disse. Seu colega, Cícero Oliveira, tem opinião diferente: “Achei sensacional, porque esclareceu ‘de cara’ o que aconteceu”.

Falta de hábito
O jornalista Côrrea Neves Júnior disse que o storyboard é um recurso interessante e que, além de ajudar a explicar me- lhor uma história, pode ser uma opção para ilustrar uma matéria que não tenha boas fotos. Para a Sonia Machiavelli, o incômodo da conselheira provavelmente se deu em razão da falta de hábito. “Tendemos a estranhar o que é novo”, disse. 

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