08 de julho de 2026

Verdadeiro craque


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Que o Neymar, atacante do Santos F.C. é um craque de futebol, ninguém duvida. A mídia refere-se à qualidade do jovem realçando que se trata do melhor jogador da atualidade. São inúmeras as propostas de clubes do exterior, tentando levá-lo para os gramados da Europa. Há os que acreditam que o futebolista não permanecerá no País por muito tempo, tantos são os atrativos que lhe são oferecidos, especialmente quanto aos salários.

Sendo esta uma coluna espírita, você deve estar se perguntando ‘o que isto tem a ver com o Espiritismo?’ Assim, de imediato, nada. O que ocorre é que o craque anunciou, recentemente, que será papai, porquanto engravidou uma moçoila com quem teve um caso fortuito.

Durante a entrevista em que anunciou que seria papai, disse o jogador: ‘Eu não vou me casar com a menina. Não estou pronto para o casamento. Sou, ainda, muito moço. No entanto, não vai faltar nada à criança. Vou dar toda assistência financeira para o bebê.’

Aí é que, no episódio, entra o aspecto espiritual. Parece que o Neymar acredita que a única responsabilidade de quem gera um filho é a da sua sobrevivência material! Não deixando faltar comida, roupa, remédios, brinquedos... está tudo resolvido. Cessa aí a responsabilidade de quem gerou a criança. Contudo, pelo que nos ensinam os Espíritos superiores, a responsabilidade de um pai para com seu filho é muito mais do que suprir-lhe as necessidades materiais.

Alguém dirá: mas, foi um relacionamento ocasional, não havia o objetivo da procriação! Então, que se tomassem as devidas precauções, porque inadmissível tivessem eles simplesmente ignorado a probabilidade da gravidez! Assim, devem assumir a consequência do seu ato, que não se resume no atendimento das necessidades materiais do filho ou filha. Mas, a julgar pelas declarações do futuro pai, parece que o nascituro será órfão de pai vivo, que lhe faltará, negando-lhe a referência da masculinidade.

O novo ser humano vai se mirar em quem? Provavelmente nos avós com quem viverá, certamente, com todo conforto material, porém à míngua do afeto paternal. E se houver ausência paterna, pode-se prever que, no futuro, a criança vá buscar fora do lar o que ali não encontrou.

A semente que Deus nos confia, na paternidade, é para ser plantada no regaço do lar, com o fertilizante do amor e com a linfa cristalina do exemplo.

O que mais os órfãos almejam é a convivência no lar! E a pior rejeição é a que surge do desamor de pais vivos, que buscam viver suas vidas, despreocupados com os filhos que geraram. É disso que conhecemos, como resultado, a onda de violência que campeia na humanidade.

Que bom será que o Neymar venha a ser tanto craque na paternidade quanto o é no futebol, onde é idolatrado pelos adultos e pelos jovens, quiçá pelos infantes, ante os quais é desejável que seja um modelo de conduta. Que, na condição de ídolo, tenha Neymar a grandeza de dizer à juventude que o idolatra que cometeu um engano, mas que assumirá as consequências do seu ato, numa atitude consciente de paternidade responsável. Esta, sim, seria uma jogada de craque!

Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais, diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca - IDEFRAN