Dos dez comerciantes da área central consultados pelo "Comércio", todos informaram desconhecer que os equipamentos estavam desligados. A reportagem procurou saber da direção da CDL (Câmara dos Diretores Lojistas), qual a opinião sobre a inoperância do sistema e se tal desligamento poderia prejudicar a segurança na área monitorada. O presidente do órgão, Pedro Olivito Lancha, foi procurado. Por telefone, sua secretária, que se identificou com o nome de Fernanda, disse que ele estava em uma importante reunião e que não poderia atender, e depois iria buscar o filho na escola.
O comando da PM garante que o desligamento das câmeras não afetou a segurança da área, que foi intensificada com apoio da Rocam (Ronda Ostensiva com Apoio de Motos). “Primeiro quero deixar bem claro que nós intensificamos o patrulhamento da área central, inclusive o capitão Wellington colocou mais motos patrulhando as ruas”, disse a capitã Silvana.
Além do convênio, outro fator que impede o funcionamento dos equipamentos de monitoramento é a falta de manutenção. Fontes ligadas à CDL informaram que pelo menos três câmeras estão com problemas e devem passar por assistência técnica. Cada equipamento custou ao projeto cerca de R$ 15 mil e todo o sistema montado ficou em torno de R$ 170 mil. Os dados foram obtidos pela reportagem nas informações divulgadas em 2007 pela própria CDL, que implantou todo o monitoramento.