As câmeras de vigilância que monitoram pontos da área comercial do Centro e do Bairro Cidade Nova estão desligadas. Os equipamentos foram desativados há quase três meses. A justificativa das autoridades é a falta de um convênio entre a Polícia Militar e a Prefeitura de Franca. As câmeras são operacionalizadas pela PM na sede do Copom (Centro de Operações da Polícia Militar) e servem para ajudar no combate à criminalidade. Oficialmente ainda não existe uma previsão para que os equipamentos voltem a atuar.
A informação do desligamento dos aparelhos foi passada por membros ligados à diretoria da CDL (Câmara dos Diretores Lojistas) de Franca e confirmada no início da tarde de ontem pelo comando da PM. Em funcionamento desde 2007, as oito câmeras estão instaladas em pontos estratégicos da região central. Os equipamentos fazem parte do Projeto “Olho Vivo” implantado em 2009. O objetivo é monitorar 24 horas por dia a movimentação de motoristas e pedestres nos principais corredores comerciais da cidade. Com as máquinas, a Polícia Militar consegue a identificação dos possíveis autores de crimes, principalmente ladrões de veículos, traficantes e criminosos que furtam lojas na região central.
As câmeras - cinco delas instaladas no Centro e as outras três nas avenidas Presidente Vargas, Brasil e Major Nicácio - permitem ao policial do Copom identificar indivíduos em atitudes suspeitas e agir de forma integrada com as viaturas do setor.
De acordo com a capitã Silvana Helena Sozza, coordenadora operacional interina do 15º Batalhão de Polícia Militar do Interior, para que o sistema volte à ativa será necessário um projeto de lei que autorize o convênio entre município e Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo. “É muito importante para a gente que o sistema de monitoramento esteja funcionando. Nós estamos em tratativas com o prefeito (Sidnei Rocha, PSDB) para que seja feita uma lei municipal autorizando a travar um convênio. Existia uma lei que autorizava esse convênio com a CDL, de 2007. Essa lei tem de ser refeita para a gente fazer o convênio do município com o Estado, assim como do trânsito”, disse a capitã.
Ainda não existe uma data oficial para que o projeto de lei seja apresentado na Câmara, uma vez que toda documentação apresentada para o executivo ainda está em fase de análise e estudos. Essa informação foi confirmada pela assessoria de imprensa da Prefeitura. “Existe a intenção de continuar com o monitoramento.” Para o secretário de Finanças, Sebastião Manoel Ananias, sua pasta ainda deve viabilizar e ajustar, uma vez aprovado o projeto, termos do aluguel da fibra óptica (usada no funcionamento dos equipamentos), assim como dos postes onde as câmeras estão instaladas. “Somente após aprovação do projeto, podemos falar sobre esta questão. Da minha parte, cabe estes recursos”, disse Ananias.