10 de julho de 2026

Motoqueiro fechado no trânsito espanca motorista


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vítima - A servente concede entrevista na Rádio Difusora aos apresentadores Valdes Rodrigues e Daniel Rodrigues

Uma briga de trânsito terminou em violenta agressão contra duas mulheres na noite de domingo. O condutor de uma Honda Titan, que foi fechado pelo carro onde estavam as vítimas, caiu e se revoltou. Ele agrediu a motorista do veículo e uma mulher que a acompanhava. As duas tiveram de ser atendidas na Santa Casa. O motociclista, que levava a namorada na garupa, foi apresentado no Plantão Policial, onde foi ouvido e liberado. A ocorrência de lesão corporal foi registrada e o caso será apurado na DDM (Delegacia de Defesa da Mulher).

A confusão aconteceu na Rodovia Rionegro e Solimões, em frente ao condomínio Morada do Verde, pouco depois das 22h30 de domingo. A servente CDAP, 45, moradora em São Sebastião do Paraíso (MG), dirigia uma Brasília 1980 e levava como passageira a amiga MGV, 51. Ambas vieram passear em Franca na casa de parentes e estavam retornando para a cidade mineira.

A motorista da Brasília informou que pretendia pegar a Rodovia Ronan Rocha, mas errou a direção e foi parar na Rionegro e Solimões. Ao perceber o engano, ela realizou uma conversão no meio da pista e fechou o motociclista DSR, 24, morador no Jardim Aeroporto III, que seguia na rodovia e levava a namorada de 23 anos na garupa.

Na fechada, o casal que estava na moto sofreu a queda. A jovem da garupa teve uma lesão no braço. O motociclista se levantou, foi em direção à Brasília da servente e passou a agredi-la. “Eu parei o carro quando vi o acidente. Ele se levantou e veio em minha direção. O rapaz foi abrindo a porta, me xingando e me retirando do carro à força. Ele me jogou no chão, deu chutes no meu rosto e socos. Quando me levantei, ele deu uma voadora acertando meu rosto. Fiquei tonta e cai novamente”, disse CDAP.

A amiga da servente saiu do carro e pediu para que o agressor parasse. “Ele viu o celular na minha mão e foi tomando de mim. Jogou o aparelho no asfalto me chamando de vagabunda e dando socos e chutes nas minhas pernas. Quando cai no asfalto, ele também chutou minhas costas”, disse a mulher.

Segundo a servente, após bater na amiga, o rapaz foi novamente em sua direção e voltou a espancá-la. “Ele pegava minha cabeça e batia no capô do carro. Me xingava daqueles palavrões. Fiquei com o nariz quebrado e um hematoma no olho, que ficou muito roxo e fechado. Meu carro também foi danificado. Um homem que passava pelo local viu a cena e ligou para a polícia. Se não fosse essa pessoa, este monstro teria me matado”, disse a motorista.

Foram dez minutos de intensa agressão, segundo a motorista. Assim que acionados, policiais militares rodoviários estiveram no local e detiveram o motociclista. Todos foram levados para o Plantão Policial. Por não se tratar de violência doméstica, não foi aplicada a lei “Maria da Penha” contra o autor, que irá responder por lesão corporal dolosa.