08 de julho de 2026

Franca é a 6ª de SP com mais adolescentes grávidas


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Entre as 20 maiores cidades do Estado de São Paulo, Franca tem o sexto mais alto índice de gravidez na adolescência. De acordo com pesquisa divulgada esta semana pela Fundação Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados), 317 das 4.548 mulheres que deram à luz em 2009 tinham entre 12 e 17 anos. O número representa 6,97% do total das mães de recém-nascidos daquele período. No ano anterior, o índice era menor (6,13%) - das 4.665 mães, 286 eram adolescentes.

Ainda de acordo com os dados da Fundação, a maioria dos casos foi registrada entre jovens de 16 e 17 anos. Foram 234 gestações nessa faixa etária. Para o secretário municipal de Saúde de Franca, Alexandre Ferreira, os números são preocupantes. “São gestações que acontecem por imprudência. Falta de informação não é. Hoje em dia, uma adolescente de 15 anos tem plena consciência de como se engravida”, disse. Ferreira também afirma que a imaturidade das jovens é outro problema. “Elas não têm condições psicológicas nem estrutura familiar para criar uma criança”.

Segundo ele, a constituição corporal das adolescentes ainda está em desenvolvimento e por isso não é adequada para gerar um bebê. Nesses casos, a gravidez pode ser problemática. “Tanto a mãe quanto o bebê podem sofrer. O fato de o corpo da mãe não estar totalmente formado para desenvolver uma criança traz problemas para ela e pode resultar na má formação do feto”, explicou o secretário.

CONSEQUÊNCIAS
A sexta posição de Franca no ranking das 20 maiores do Estado com casos de adolescentes grávidas justifica, entre outras coisas, os índices de evasão escolar no município.

Em 2010, 8,5% dos alunos do ensino médio de Franca abandonaram as salas de aula. “Isso (gravidez na adolescência) certamente é uma das causas da evasão. E nós sabemos que infelizmente a maioria dessas meninas não volta à escola. As que retornam geralmente têm dificuldade para conciliar a maternidade com a escola”, diz a secretária municipal de Educação, Leila Hadad.

AÇÕES PREVENTIVAS
Para orientar os adolescentes sobre a prevenção da gravidez e de doenças sexualmente transmissíveis, a Prefeitura promove ações que vão da saúde à educação. Nas UBS, as adolescentes podem, por exemplo, ter acesso a consultas ginecológicas sem a companhia da mãe. “Elas ainda inibem as filhas na hora de falar abertamente sobre sexo. Sozinhas, as jovens podem pedir mais orientações ao ginecologista, solicitar anticoncepcionais”, explica Ferreira. A Prefeitura também fez uma parceria com a Diretoria Regional de Ensino e promove em 28 escolas estaduais um programa sobre sexualidade com palestras, orientação e treinamentos com professores e alunos.