09 de julho de 2026

Total de apartamentos cresce 93% em Franca


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VERTICALIZAÇÃO -

De um, dois ou três dormitórios, com ou sem sacada e elevador, morar em apartamentos se tornou mais comum nos últimos dez anos em Franca. Levantamento do Censo mostra que de 2000 a 2010, o número de imóveis verticais na cidade quase dobrou. Passou de 3.332 unidades para 6.442. Um crescimento de 93,3%. Pelos dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas), hoje 6,59% das moradias francanas são apartamentos. A cidade tem 97.741 residências.

Gerente de projetos da construtora CV Lopes, Tainá Lopes acredita que o avanço da verticalização começou há oitos anos. Para ela, a procura por apartamentos se intensificou pois as pessoas passaram a buscar mais segurança. “Esse foi o principal motivo do crescimento no número de apartamentos, em seguida aparece a localização e depois a área de lazer”, disse.

Nesse intervalo, segundo Tainá, a CV Lopes entregou oito empreendimentos grandes, a maioria com média de 60 apartamentos. Outros 14 edifícios estão em construção atualmente. “A demanda de um tempo para cá cresceu muito. São investidores que compram o apartamento na planta e famílias recém-formadas que querem o imóvel pronto para morar.”

Dos 3,1 mil novos apartamentos, a reportagem apurou que grande partiu surgiu na região central, tem dois quartos e, em média, cem metros quadrados. O Censo não revela o padrão dos apartamentos que surgiram e o percentual de unidades ocupadas. Na região, além de Franca, também apresentaram crescimento no total de apartamentos as cidades de Batatais, Igarapava, Ituverava, São Joaquim da Barra e Orlândia. Pelo ranking estadual, Franca é a 23ª cidade paulista com maior verticalização.

Para o professor do curso de arquitetura da Unifran (Universidade de Franca), Ivo Indiano, a expansão na quantidade de apartamentos na cidade é inegável e segue uma tendência. Ele aponta como principais fatores que influenciaram o a busca por segurança e a praticidade. “O apartamento é viável como investimento e também é prático, compacto para os moradores que não ficam em casa.”

Indiano, porém, apontou o lado negativo desse aumento no número de apartamentos na cidade, como problemas na infraestrutura urbana e a maior proximidade entre os moradores. “Quem está acostumado a morar em casa estranha a mudança, reclama do barulho e tem dificuldade em se adequar.” Além disso, o ajuntamento vertical pode condensar a malha viária e os sistemas de água e esgoto, já que mais pessoas se utilizam de uma mesma área.

Mas há quem não reclame. O vendedor André Eduardo Mendes, 33, se mudou para um apartamento no ano passado e não se arrepende. Para ele, as facilidades são maiores do que as desvantagens de morar em um espaço menor. “Precisamos respeitar algumas regras por morar em condomínio, mas apartamento traz mais tranquilidade, você se sente mais seguro e é mais fácil de cuidar. Compensa.”