Na última quinta-feira, um veículo Santana seguia pela Avenida Doutor Hélio Palermo sentido Hemocentro. Pela Rua Arlindo José Ferreira, descia uma picape Pampa. O condutor da picape atingiu em cheio o Santana. Com a colisão o carro foi arremessado em direção ao córrego e, por pouco, não caiu no canal. Um comerciante conseguiu retirar a motorista do carro, com escoriações pelo corpo. Acidentes como esse têm se tornado comuns e assustado vizinhos do cruzamento da Hélio Palermo com a ponte da Rua Arlindo José Ferreira.
João Lima de Sousa, 72, tem uma borracharia próxima à ponte que corta a Avenida Hélio Palermo há 15 anos e, segundo ele, nos últimos cinco anos, o número de acidentes na região tem aumentado e causando transtorno aos usuários das duas vias. Cansado de ver constantes acidentes, João encabeçou no ano passado um abaixo-assinado para a instalação de um conjunto semafórico no local e conseguiu 130 assinaturas. “Não dá para ficar assim. Todos os dias acontece acidente aqui envolvendo moto, pedestre e carro. Estamos trabalhando quando, de repente, escutamos um estrondo e já temos que sair correndo para ajudar”, afirmou o comerciante, que encaminhou o documento à Prefeitura por duas vezes. Na época, como resposta, ele recebeu uma notificação da Administração dizendo que não havia necessidade de instalação de semáforos no local.
Dono de uma loja de máquinas, Marcos Aurélio Alves é outro comerciante que pede a ajuda das autoridades para que haja uma providência no cruzamento. Segundo ele, os acidentes são ocasionados, em sua maioria, pela imprudência dos motoristas, além da falta de sinalização adequada. “Aqui você trabalha antenado com o que acontece na rua. É difícil o dia que não acontece acidente aqui. Se tivesse um semáforo, os motoristas pelo menos respeitariam mais.”
O borracheiro Adimar Valariano foi vítima de um acidente na mesma via há seis anos. Ele teve sua moto cortada por um veículo e fraturou a perna direita em três lugares. “É essencial o reforço da sinalização, mas a imprudência é a maior causadora de acidentes. Já vi acidentes feios, quatro pessoas morreram em acidentes diferentes (nos últimos anos).”
De acordo com o secretário de Segurança e Cidadania, Sérgio Buranelli, na próxima semana haverá um estudo sobre o que é possível ser feito no local. “O radar ficava naquele ponto por conta de mortes no trânsito ocorridas no trecho. Na próxima semana vamos até o cruzamento das duas vias e faremos um estudo mais detalhado. Existe a possibilidade de instalar semáforos no trecho, mas se as pessoas não respeitarem, nenhum tipo de sinalização vai coibir a ação dos motoristas imprudentes.”
Procurada, a Polícia Militar não informou sobre o número de acidentes registrados no trecho alvo de reclamações.