10 de julho de 2026

Operação Impacto vasculha depósito no Jd. Aeroporto


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FISCALIZAÇÃO - Vinte homens da Polícia Militar, além de bombeiros, estiveram no depósito participando das vistorias

Uma megaoperação que reuniu as polícias Civil, Militar e Ambiental, além da Cetesb (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental), setor de Fiscalização e Posturas da Prefeitura, Vigilância Sanitária, Corpo de Bombeiros, CPFL Paulista e Conselho de Segurança, fez uma verdadeira varredura em um depósito de sucata no Jardim Aeroporto. A ação na manhã de ontem foi a primeira da Operação Impacto na cidade, que tem o objetivo de, a partir de agora, fiscalizar depósitos de materiais recicláveis em busca de prováveis irregularidades de armazenamento até desmanche de peças roubadas.

Eram 9h30 da manhã quando 20 policiais militares armados cercaram o ferro-velho e abordaram os cerca de doze sucateiros que estavam trabalhando no local. No mesmo instante, entraram em operação outros 20 homens dos demais órgãos envolvidos. Eles vasculharam cada área do estabelecimento, verificando as condições ambientais, trabalhistas e a procedência das sucatas. A ação pegou de surpresa o proprietário do depósito, Romildo Garcia Vilar. “Eles têm que fiscalizar mesmo, mas é assustadora essa abordagem”, disse Romildo, que mantém 33 colaboradores no local.

Os funcionários que estavam no local foram obrigados a ficar em pé, de costas para parede, aguardando a operação. A Polícia Militar fez revistas, verificou antecedentes criminais e documentação de veículos. “Não encontramos armas, entorpecentes, e nenhum deles (funcionários) era procurado da Justiça. Porém achamos grande quantidade de fios de cobre. A Polícia Civil e a CPFL Paulista agora vão investigar a origem desse material”, disse o Capitão Max, comandante da 1ª Companhia da Polícia Militar.

IRREGULARIDADES
A Operação Impacto durou cerca de duas horas e apontou também outras irregularidades no local. Ismael Xavier, chefe do setor de Fiscalização da Prefeitura, notificou o proprietário do depósito por ocupar calçadas e obstruir a passagem de pedestres. “Ele terá 48 horas para retirar os materiais da guia, caso contrário será multado”, disse.

Os fiscais da Cetesb constataram anormalidades, como uso de contêineres e embalagens com restos de químicas ou produtos farmacêuticos, que não podem ser reciclados. “Esses materiais deveriam ser levados para desinfecção. Também foram encontrados latões de óleos em exposição e o pátio totalmente descoberto, tudo impróprio e de fácil contaminação”, disse Roberto Setti, diretor da Cetesb, que em parceria com a Vigilância Sanitária, pretende multar o sucateiro e apreender parte desse material. O valor da multa, que pode chegar a R$ 80 mil, ainda não foi calculado.

Segundo o soldado Emerson, do Corpo de Bombeiros, o estabelecimento onde funcionava o depósito possuía alvará da Prefeitura para funcionar, mas não tinha a vistoria da corporação. “Eles não possuíam nenhum extintor ou equipamento contra incêndio no local. É necessário que o proprietário nos procure ainda nesta semana para darmos entrada no pedido de alvará”, disse.

Caso não cumpra as exigências apontadas na operação, o proprietário poderá ter o depósito lacrado. A Operação Impacto pretende fiscalizar pelo menos uma vez por semana novos depósitos de sucata e de materiais reciclados na cidade. A data e os locais não foram divulgados para não prejudicar a abordagem.