11 de julho de 2026

Reforços americanos viram pesadelo para o Vivo/Franca


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O norte-americano Brian Woodward, que deveria chegar ao Brasil na última quinta-feira, não conseguiu visto de turista para entrar no País e é esperado em Franca apenas no dia 26 de julho, se conseguir liberação do documento. Depois disso, Brian ainda terá que viajar ao Paraguai, onde pedirá o visto de trabalho à embaixada brasileira para poder voltar. Apesar da experiência de ter “importado” outros dez jogadores nos últimos cinco anos, o Vivo/Franca se vê mais uma vez envolvido nesse imbróglio burocrático.

Desde 2006, quando o clube buscou pela primeira vez um reforço dos EUA, todos os “escolhidos” deram algum tipo de dor de cabeça à diretoria do clube. De embaraços com documentação a contusões e problemas psicológicos sérios, os estrangeiros de Franca protagonizaram alguns episódios bizarros. Contratado em 2007, Wendell Gibson, por exemplo, desmaiou durante um culto evangélico, ficando cerca de 20 minutos desacordado. Dias depois caiu em prantos durante os treinos. Em 2008, foi a vez de Rashawn Wilson. Com uma perna menor que a outra por causa de um tiro que levou enquanto servia ao exército dos EUA, o jogador deu trabalho ao técnico Hélio Rubens.

Somam-se à lista Derrick Lang, Greg Morgan, Sylvester Morgan, Tony Stockmann, Harper Willians, Maurice Spillers, Chas MCFarland e Marques Lewis (confira quadro acima).

A procura por talentos no exterior é explicável, segundo o treinador, pela falta de gente qualificadas para algumas posições no Brasil. “Os brasileiros vão embora do País e os clubes são obrigados a buscar atletas lá fora. Pivôs, por exemplo, a gente não achava no Brasil.”

Necessidade constatada, o Vivo/Franca tinha que dar um jeito de fazer a contratação. “Com exceção de Lewis que vimos atuar no Palmeiras e agora do Brian - que o presidente (Luís Carlos Teixeira) viu jogar três partidas no Uruguai -, os outros todos vieram com indicação dos próprios agentes que mandavam vídeos dos jogadores em quadra”, disse Hélio Rubens.

Quanto aos problemas, o técnico diz acreditar em um certo exagero da imprensa e da torcida. “É normal norte-americanos ficarem por pouco tempo. Além dos problemas técnicos - de chegar e não ser o esperado -, tem também o problema de adaptação do atleta ao Brasil. Em todo lugar é assim. Na Argentina, por exemplo, se o americano joga mal três jogos é logo dispensado”, afirma.

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