A coleta de lixo hospitalar em Franca mudou. Desde ontem, todo o resíduo produzido por hospitais, clínicas, consultórios e laboratórios tem uma nova destinação. Um acordo fechado entre o Ministério Público Estadual e as empresas geradoras do lixo na última sexta-feira determina que o material seja colhido pela empresa Sterlix Ambiental, de Mogi Mirim (SP), e levado para ser processado no aterro sanitário daquela cidade.
Segundo o secretário municipal de Meio Ambiente, Ismar Tavares, a mudança foi necessária porque, com o vencimento do contrato de serviços que a Prefeitura mantinha com a Colifran, a coleta do lixo hospitalar que era feita pela empresa seria suspensa. “A lei determina que cada gerador seja responsável pela destinação final do seu lixo, por isso, no novo contrato de serviços de coleta, não está incluso o lixo hospitalar produzido por agentes particulares. Para que a cidade não ficasse desamparada, o Ministério Público decidiu fazer o acordo.”
O promotor de Justiça do Meio Ambiente, Fernando de Andrade Martins, não foi encontrado para comentar o acordo. Sua secretária informou que ele está de férias e enviou cópia do acordo assinado.
A reportagem apurou que, em Franca, são 403 estabelecimentos que trabalham na área de saúde e produzem, por mês, 15 toneladas de resíduos. Até domingo, a coleta era feita pela Prefeitura, por meio da Leão Engenharia, e encaminhada para uma empresa em Guará (SP).
Com a assinatura do acordo na semana passada, o lixo passou a ser colhido pela empresa de Mogi Mirim nesta segunda-feira.
A Santa Casa de Franca, uma das empresas que mais produzem lixo hospitalar, aprovou a mudança. “Somos responsáveis por cerca de 3,2 toneladas de lixo por mês somadas as quatro instituições sob nossa direção (Santa Casa, Hospital do Coração, Hospital do Câncer e o AME). Com a mudança, economizaremos R$ 2,5 mil por mês com estes resíduos”, disse Marcos Junqueira, assessor de imprensa da instituição. A coleta no hospital será feita três vezes por semana.
O secretário de Saúde de Franca, Alexandre Ferreira, também disse que a administração deve economizar com a alteração, mas não falou em valores. “Antes, fazíamos a coleta de todos e eles pagavam o processamento do lixo produzido pela Prefeitura. Nos últimos tempos, esse procedimento já não estava compensando. Gastávamos mais com a coleta do que os particulares com o processamento do nosso lixo. Agora só cuidamos daquilo que produzimos.”