As operações do Balcão de Classificados do Comércio localizado na Rua Moacir Vieira Coelho, 1.683, no Leporace, estão suspensas temporariamente. A decisão da diretoria do GCN Comunicação - do qual o jornal faz parte - foi tomada após o assalto a uma de suas funcionárias na noite da última sexta-feira. Foi a quarta ocorrência em cinco meses. Em todas as vezes, os trabalhadores da empresa foram ameaçados por bandidos armados à procura do malote com o dinheiro, resultante do movimento financeiro do dia. “O Leporace é uma região fundamental para nós. Acreditamos no potencial do bairro e respeitamos profundamente aquela população. No entanto, por mais importante que ela seja, nossa prioridade absoluta é a segurança de quem trabalha para a gente. E não podemos ignorar o fato de que elas estão neste instante expostas à insegurança e violência”, disse o diretor executivo do GCN, Corrêa Neves Júnior.
O último assalto aconteceu por volta das 20h30 de sexta-feira, no Parque Vicente Leporace. A funcionária MSG, de 28 anos voltava de moto para casa após o trabalho quando, a um quarteirão de sua residência, foi fechada por dois homens também de motocicleta. Com a abordagem, ela foi jogada ao chão e teve a perna machucada. Um dos bandidos se apressou em apontar um revólver para a cabeça dela e pediu o dinheiro do malote. Como ela não carregava valores da empresa, os ladrões levaram apenas pertences pessoais.
As ocorrências anteriores foram registradas no ano passado nos dias 20 de agosto e 25 de setembro, no Leporace, e em 1º de outubro, no Centro. Todos os assaltos aconteceram logo após o encerramento das atividades e por homens armados com revólveres. “A polícia foi solícita. Os investigadores estiveram aqui várias vezes e trouxeram fotos e outros materiais. Nas primeiras duas vezes conseguimos recuperar pelo menos os documentos”, disse a gerente de Classificados do Comércio, Rosana Leandro.
No início da tarde de ontem, a reportagem entrou em contato com o delegado da DIG (Delegacia de Investigações Gerais de Franca), Márcio Murari, por telefone. Na primeira ligação o policial disse estar ocupado e pediu para que o repórter ligasse mais tarde. Duas horas depois, a segunda ligação, feita para o celular do delegado, caiu na caixa postal.
O diretor-executivo do GCN Comunicação afirma que a empresa tomou todas as providências a seu alcance para garantir a segurança dos funcionários. “Mudamos a rotina de trabalho, criamos novos procedimentos, colocamos vigilância privada, alertamos a polícia e fizemos boletins a cada nova ocorrência. Mesmo assim, todos esses recursos se mostraram insuficientes. O fechamento do Balcão de Classificados é temporário até que possamos analisar se há condições de reabertura ou se a falta de segurança vai impedir que ele continue funcionando”, disse Corrêa Neves Júnior.
Com a suspensão dos serviços da empresa no Leporace, os anunciantes podem se dirigir ao Balcão do Centro, que fica na Rua Padre Anchieta, 1.683, ou para a sede do GCN Comunicação, na Avenida Eliza Verzola Gosuen, 3.103, no Jardim Ângela Rosa.