Após um levantamento inédito sobre as condições de trabalho nas lavouras de cana-de-açúcar, a Secretaria de Saúde de São Paulo anunciou que irá adotar medidas para melhorar as condições de trabalho daqueles que atuam no setor.
O estudo feito pela Vigilância Sanitária apontou várias precariedades do trabalho. Uma delas é o corte manual da cana que torna a ação repetitiva e exaustiva. Mostrou, ainda, que não há sombras nos canaviais, que o profissional não se hidrata adequadamente e que, em 40% dos casos, bebe água não tratada. Já em relação à alimentação, não há um local adequado para acondicionar e, depois, fazer as refeições. Com isso, o alimento muitas vezes azeda.
O resultado do estudo servirá de base para nortear uma regulamentação estadual que deverá ser publicada pelo governo ainda neste ano. A diretora da Vigilância Sanitária Estadual, Maria Cristina Megid, disse, por meio da assessoria de imprensa do governo, que está olhando para esse setor e discutindo políticas de saúde.