09 de julho de 2026

Cemitérios da região estão perto de atingir suas capacidades máximas


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RESOLVIDO - Foto de arquivo mostra homens trabalhando na ampliação do cemitério de Patrocínio Paulista, há três anos

Dentro de dois anos, moradores de São José da Bela Vista, Cristais Paulista e Itirapuã poderão enfrentar o problema de não ter onde enterrar seus parentes mortos. Os cemitérios dessas cidades estão perto de ter suas vagas esgotadas. Para que a situação não se torne crítica, as prefeituras já estudam ampliação ou construção de novos cemitérios.

Em São José, as vagas no único cemitério da cidade estão chegando ao limite e preocupa o prefeito José Benedito Barcelos (PSDB). Estudos feitos pela prefeitura dão conta de que em um ano a situação poderá se tornar grave. Algumas iniciativas foram tomadas nos últimos quatro anos para abrir espaço. Foram construídas covas com gavetas sobrepostas e os ossos daqueles que não tinham parentes no município foram removidos. Agora, a alternativa será a construção de um novo local. “Estamos negociando uma área para, além de um novo cemitério, construir também um velório”, disse Benedito.

O terreno, segundo José Benedito, fica um quarteirão distante do atual cemitério. A estimativa do prefeito é gastar acima de R$ 100 mil com a desapropriação. Ainda de acordo com ele, a intenção é utilizar o sistema de gavetas para aproveitar melhor o espaço.

Com capacidade que deve ser atingida nos próximos dois anos, a ampliação do cemitério da Saudade, de Cristais Paulista, também mobiliza a administração municipal. O prefeito Hélio Kondo (PMDB) adquiriu uma área de 47 mil metros quadrados, anexa ao atual cemitério, para construção de casas populares e aproveitará dez mil metros quadrados para solucionar o problema da falta de túmulos. A partir de agora, a Prefeitura começa a elaborar o projeto de ampliação. Hélio Kondo disse que ainda não é possível afirmar quantas novas vagas serão criadas. “Minha preocupação é deixar tudo organizado para o próximo prefeito”.

Em Itirapuã, onde o cemitério municipal está com 90% de ocupação, o prefeito Marcos Henrique Alves (PSDB) tem pressa para desapropriar um terreno e iniciar a ampliação. “Temos o espaço em vista. O proprietário deu sinal verde de que quer negociar. É uma necessidade do município e a decisão sai neste ano, não pode passar deste ano”, disse. 

O Comércio ouviu prefeituras de outras seis cidades da região. Em duas delas, o problema foi resolvido. Em outras quatro, a capacidade dos cemitérios ainda está dentro do limite. Francisco Setti, superintendente da Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) na região de Franca, disse ontem que as prefeituras devem se preocupar em fazer um levantamento da lotação para agilizar o processo de construção ou ampliação que, geralmente, é longo. 

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