10 de julho de 2026

Carne podre despejada em córrego atormenta moradores do Santa Rita


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SUJEIRA - O sapateiro Nivaldo Antônio de Andrade mostra local onde carne podre foi despejada no Córrego Espraiado. Prefeitura disse que local será limpo o quanto antes

Conviver com o mau cheiro e a presença de animais como urubus e moscas varejeiras passou a ser a realidade dos moradores da Rua Primo Tasso, no bairro Santa Rita, desde o dia 1º de janeiro. Segundo eles, o caminhão de um frigorífico da cidade despejou cerca de 30 quilos de carnes podres no Córrego do Espraiado, próximo ao local, logo após a virada do ano. Desde então, portas e janelas permanecem fechadas durante todo o dia para impedir que o odor ou os bichos invadam as casas. A Prefeitura alega que já enviou fiscais ao local e deve realizar a limpeza do córrego nos próximos dias.

O sapateiro Nivaldo Antonio de Andrade mora em frente ao córrego e o mau cheiro tem impedido que sua família se alimente na residência. “É uma situação nojenta. Como vamos conseguir comer com este cheiro? Carne suína e de frango estragadas embrulham o estômago”, disse. Nivaldo tem uma neta de apenas quatro anos de idade e teme pela saúde da menina. “Este é um problema de saúde pública. Minha neta sempre brinca na rua e pode se contaminar com alguma doença. Não consigo ficar calmo”.

Como a rua não é toda asfaltada e também falta iluminação pública, o volume de problemas revolta ainda mais a população. Ao lado do córrego, o mato já atinge aproximadamente um metro de altura e serve de esconderijo para usuários de drogas. Joaquim Farche Filho mora na rua há sete anos e diz que o bairro sempre foi esquecido pela Prefeitura. “Pago o IPTU em dia e quando preciso do atendimento da Secretaria de Serviços, eles nunca estão disponíveis. Tive que colocar lâmpadas em frente à minha casa e aparar o mato no terreno baldio ao lado porque cansei de esperar”, disse.

Para ele, o despejo de carne estragada é mais um desrespeito. “A nossa situação é difícil. Somos obrigados a conviver com ratos, escorpiões e aranhas. O cheiro de carne estragada atrai ainda mais bichos. Já vi até urubu por aqui”.

A Secretaria de Serviços e Meio Ambiente disse que o local já foi vistoriado e o córrego será limpo o quanto antes. “Vamos mandar funcionários e máquinas para atender à solicitação. Mas, no dia em que a carne foi despejada, os moradores tinham que ter denunciado. Agora não temos como descobrir quem é o responsável”, afirmou o secretário Ismar Tavares.