O programa de inclusão digital de Franca, que irá permitir acesso gratuito da população à internet sem fio (wireless), vai sair do papel. Serão instaladas mais de 120 antenas em quase todos os bairros da cidade. Além da internet, outros dois projetos compõem o programa inclusivo. Um de instalação de lousas digitais nas escolas municipais e outro de implantação de 12 centros de inclusão digital, similares às lan houses, com computadores à disposição da população gratuitamente.
O prefeito Sidnei Rocha (PSDB) assinou os contratos com a Caixa Econômica Federal no final de dezembro. Agora, a Prefeitura aguarda o banco liberar os recursos para iniciar o procedimento licitatório. Segundo a assessoria de imprensa do banco, os projetos estão sendo analisados e não há previsão para liberação da verba.
O investimento será de R$ 4 milhões e o recurso foi conseguido graças às emendas do deputado federal Marco Aurélio Ubiali (PSB), que tenta viabilizar os projetos desde 2009. “A inclusão digital é fundamental para o desenvolvimento do País. Nós resolvemos batalhar pela internet gratuita para que todo mundo tenha acesso ao conhecimento e possa aproveitar desse instrumento tão valioso”.
O programa de inclusão é composto por três projetos. Um deles é o Cidade Digital, do Ministério da Ciência e Tecnologia, orçado em R$ 2,4 milhões. De acordo com o projeto elaborado pelo departamento de informática da Prefeitura, as 120 antenas serão distribuídas em quase todos os bairros, para acesso gratuito da população à internet sem fio. Segundo Daniel Ribeiro da Costa, diretor da Divisão de Tecnologia da Informação da Prefeitura, o sinal de internet será gratuito, mas haverá restrições na navegação e a velocidade da conexão será reduzida. “Nosso objetivo é oferecer internet para uso de consulta e conhecimento e não entretenimento. A velocidade de cada ponto receptor deve variar entre 54 e 100 kbytes”.
O projeto de instalação de lousas digitais nas escolas municipais está orçado em R$ 910 mil e a implantação dos 12 centros de inclusão digital está avaliada em R$ 690 mil. “Serão como lan houses, com computadores à disposição da população mais carente gratuitamente”, explica Ubiali.