09 de julho de 2026

Inauguração de nova sede pode dobrar atendimentos na 'Caminhar'


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AVANÇOS - Elizabete das Graças de Mello Salloum ao lado de seu filho Antônio Habib Salloum, que faz tratamento na Caminhar desde 2004. Tratamento ajuda na prevenção de doenças

A Caminhar (Associação das Famílias, Pessoas e Portadores de Paralisia Cerebral de Franca), que atende crianças, adolescentes e adultos com idades entre zero e 45 anos, deve inaugurar sua nova sede em março de 2011. O local está em obras desde abril do ano passado e pretende mais que dobrar o atendimento, de 130 para 300 pacientes até 2015.

A instituição, mantida por voluntários e com apoio da Prefeitura, hoje está abrigada em um prédio alugado de 350 metros quadrados. O espaço tem estruturas precárias e apertadas para a realização dos atendimentos gratuitos de fisioterapia, pedagogia, assistência social, psicopedagogia, musicoterapia, terapia ocupacional, psicologia e fonoaudiologia oferecidos aos portadores de paralisia cerebral. A limitação deu origem a uma fila de espera e atualmente 165 pessoas aguardam atendimento em pelo menos uma das especialidades.

Para ampliar o serviço, a Prefeitura cedeu em comodato há cerca de três anos um terreno com 3,8 mil metros quadrados, no Jardim Piratininga. Desde então, associação trabalha com ajuda de voluntários para erguer sua sede própria. A obra foi dividida em etapas. Na primeira, prevista para ser inaugurada daqui a três meses, serão construídos 600 metros quadrados do prédio principal que contará com ambientes planejados para cada terapia e banheiros adaptados. “Estamos em fase de acabamento, faltam apenas as partes de cobertura e pintura. Logo em 2011 poderemos subir o atendimento para 180 pessoas”, disse Jorge Luís Vieira Gomes, presidente da Caminhar.

A segunda fase das obras será para a construção de mais mil metros quadrados onde serão feitas piscinas para as aulas de hidroterapia e o espaço especial para cãoterapia. A previsão de término é 2013. “São duas terapias que têm dado bastante resultado em pacientes nos casos de paralisia cerebral. Essa fase terá de esperar de 24 a 36 meses para ficar pronta por falta de verbas”, disse. A nova unidade deve estar totalmente concluída em 2015 após a construção de refeitórios e cozinhas.

Inicialmente foram investidos no projeto R$ 250 mil, parte do dinheiro (R$ 100 mil) foi destinada pelo Governo do Estado, através do deputado estadual Gilson de Souza. O restante (R$ 150 mil) teve origem em doações e arrecadações da instituição ao longo dos anos com a promoção de festas, jantares e bazares. “Precisamos de ajuda para finalizar o projeto. Tínhamos dinheiro apenas para a 1ª fase. Vamos continuar trabalhando e contando com o apoio de voluntários e empresários para conseguir o resto. Toda ajuda é importante. Quem quiser pode fazer doações em dinheiro, material de construção, mão de obra, móveis...”, disse Jorge Luís. O valor final da obra está estimado em R$ 750 mil.

HISTÓRIA

A Caminhar foi fundada há 13 anos, sem qualquer fim lucrativo e já mudou sua sede três vezes para suprir a necessidade de mais espaço e atender um número cada vez maior de portadores de paralisia cerebral.

A doença é uma desordem motora resultante de lesão no encéfalo no primeiro estágio de desenvolvimento que afeta os movimentos.

A entidade atualmente funciona na Rua Cavalheiro Ângelo Presotto, 419, Bairro São José, e conta com cerca de 15 funcionários e 12 voluntários.  

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