09 de julho de 2026

Moradores do Elimar reclamam de lama e buracos em dias de chuva


| Tempo de leitura: 2 min
PROBLEMAS - Moradores têm de tomar cuidado para não sujar roupas ou escorregar em meio ao barro das ruas

Insatisfeitos e no meio de muita lama e buracos. Assim ficaram os moradores do Recanto Elimar III ontem após mais de quatro horas consecutivas de chuva na cidade. Sem asfalto no bairro, a cada chuva as ruas ficam intransitáveis, surgem de barro a mato alto, que os impedem de entrar e sair de casa com seus veículos e andar pelas ruas. A Prefeitura alega que a solução só virá após pavimentação, mas para isso é necessária a adesão mínima de 70% dos moradores. Até o momento, apenas 30% dos que residem nos 296 lotes do bairro assinaram o termo de contrato.

Conviver com essa sujeira, não tem sido fácil para o bancário Leandro André Silva. “Vivemos no barro ou na poeira, sujeito ao clima, causando doenças respiratórias. Mato e entulhos fecham as ruas, já esburacadas, danificando carros e tudo isso sem ter com quem reclamar”, disse. Para ele, há falta de incentivo da Emdef (Empresa Municipal para o Desenvolvimento de Franca) para a chegada do asfalto. “Eles pouco ficam aqui ou agendam dias para o mutirão de assinatura. Assim é difícil mesmo incentivar mais moradores a aderir”, disse.

Muitos, apesar de já terem firmado o termo de adesão, terão de aguardar os demais vizinhos para ter o problema do asfalto resolvido. O sapateiro Carlos César Alves, morador há sete anos no bairro, vai pagar cerca de R$ 1 mil pela adesão. “A gente liga na Prefeitura eles dizem que há muitas chácaras aqui e que os donos não se comprometem a pagar pelo asfalto. Mas com ruas encharcadas e escorregadias, muitos deles já tiveram seus carros atolados na lama acumulada”, disse.

INDEFINIÇÃO

Segundo João Marcos Rodrigues, presidente da Emdef, o asfaltamento dos bairros depende da conclusão das obras do loteador. “Eles precisam terminar os compromissos legais que assumiram no bairro”, disse João, se referindo, por exemplo, ao término da rede de drenagem no local. O proprietário da Projeção Imóveis, responsável pelo loteamento do bairro instituído há 12 anos, Eli Faleiros, alegou que 100% das obras foram concluídas. “Já está tudo pronto, inclusive as galerias de águas pluviais. Agora nós dependemos do asfalto no bairro para fazermos as bocas de lobo. O asfalto não foi feito até hoje por causa da baixa adesão dos próprios moradores”.