08 de julho de 2026

Alimento diário


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UM NOVO E VIVO CAMINHO

O padrão do homem corresponde à parte boa de seu ser, á boa conduta e às atitudes. O padrão da moralidade humana é bom, mas insuficiente se comparado ao padrão de Deus. Para elevar esse padrão moral o Senhor acrescentou a natureza divina à natureza humana, para expressar os atributos divinos (amos, luz, justiça e santidade) nas virtudes humanas (paciência, humildade, mansidão e longanimidade), expressando assim a Deus na humanidade. Nossa vida da igreja hoje deve ser cheia das virtudes elevadas de Cristo. Humildade, mansidão, longanimidade e tolerância dizem respeito à conduta humana na igreja e demonstram um bom procedimento do homem (Ef 4:2-3).
Precisamos perceber que foi o Senhor Jesus quem elevou o padrão moral humano, por isso, quando se fala em humildade e mansidão nesse trecho da Palavra, não se faz referência à nossa humildade e mansidão humanas. Quando nós praticamos em nosso viver diário a humildade, a mansidão, a longanimidade e o suportar uns os outros, percebemos que por nós mesmo não conseguimos fazer nada.
O melhor do homem não passa de um padrão moral humano.
Por isso Deus não apenas se tornou homem, mas ainda Lhe foi necessário tornar-se o Espírito, no qual estão o Pai, o Filho e o Espírito Santo (Jô 14:23,26). Por meio do Espírito nosso padrão humano é elevado e, então, conseguimos expressar os atributos divinos em nossas virtudes humanas. Essa é a promessa de Deus que foi dada a nós.
Ao lermos Êxodo 30 podemos ver como era composto o óleo sagrado da unção (23-24). O óleo da unção, que diz respeito ao Espírito Todo - inclusivo, é composto principalmente do azeite de oliva, que na Bíblia simboliza o Espírito Santo (Zc 4:12-14 ; cf. Jo 2:20,27), mais as quatro especiarias, que representam o Deus Triúno, mais a obra de Cristo, conforme explicaremos a seguir.
De acordo com a descrição de Êxodo 30, o óleo da unção é composto de quatro especiarias, que estão em três medidas de peso. Embora sejam quatro especiarias, suas quantidades são representadas por três medidas iguais de quinhentos ciclos; a mirra, a primeira especiaria, quinhentos ciclos; o cinamomo, a segunda, duzentos e cinquenta ciclos; o cálamo, a terceira, também duzentos e cinquenta ciclos; e a cássia, a quarta, quinhentos ciclos.
As quatro especiarias se referem ao Senhor e a Sua obra.
Quando estava na cruz as últimas três horas do Senhor Jesus foram as mais atribuladas. Por estar sendo julgado em nosso lugar, o Senhor passou por muito sofrimento. Nesse momento chegou a dizer: ‘Deus meu, Deus meu por que me desamparaste?’ (Mc 15:34b). O Pai desamparou porque sobre Ele estavam depositados os pecados de uma multidão de transgressores (Is 53:12). Éramos nós, os pecadores, que deveríamos estar em Seu lugar na cruz, todavia o Senhor sofreu por nós.
Naquele momento o céu escureceu, houve um grande terremoto, e o véu do santuário se rasgou de alto a baixo (Mt 27:45,51). Esse fato também é uma ilustração de que o Filho, o segundo da Trindade, foi partido, conforme vemos nas medidas do cinamomo e do cálamo. Negativamente falando, Ele sofreu por nossos pecados, mas agora, positivamente falando, com Seu sangue precioso Ele nos abriu um novo e vivo caminho.

Igreja em Franca. R. Carmem Irene Batista, 2667