Há oito anos, Franca foi representada na São Silvestre por Allan Wendel. No dia 31 daquele 2002, a cidade comemorou um 5º lugar na principal prova de atletismo do Brasil. Nenhum resultado expressivo voltou a ser registrado desde então ou por atletas francanos ou por competidores contratados.
Essa carência de tão longa data pode ser quebrada na edição de 2010 da competição, que começa às 16h37 de hoje (para a elite masculina, a feminina tem largada prevista para às 16h30) em São Paulo. A saída dos atletas será defronte ao prédio do Masp, na Avenida Paulista, e a chegada na mesma via, mas diante do prédio da Fundação Cásper Líbero.
São duas mulheres que querem reescrever a história de Franca na prova. No time, elas estão em melhor condição do que os homens para buscar um resultado expressivo. Maria Fátima Batz, 34, há dois anos na cidade, está confiante em conquistar ao menos uma posição entre as dez melhores. A corredora francana Adriana Cândido de Souza, 36, quer melhorar sua melhor marca: um 31º lugar em 2003. As duas integram a equipe da cidade, formada por outros três competidores, que participarão da São Silvestre. Há mais de uma década não havia um grupo de representação de Franca na prova.
Antes da largada, Maria Fátima está na frente da companheira Adriana. Ela disputou a Volta da Pampulha, em Belo Horizonte (MG), no começo deste mês, e terminou em 13º lugar. “A Pampulha é um espelho para a São Silvestre. Quem vence a corrida em Minas Gerais vai para São Paulo com grandes chances. Quero seguir esse pensamento e tenho a esperança de chegar entre as 10 primeiras”, comentou a corredora Maria Fátima.
Adriana tentará surpreender os rivais na subida de um quilômetro da Avenida Brigadeiro Luis Antonio. “Lá, você corre no seu limite”, analisou o técnico da atleta, Zilmário da Silva Mesquita.
O time de Franca na prova ainda terá Ailton Messias Miranda, Wesley da Silva Pereira e Carlos Francisco da Silva na disputa. Todos viajaram ontem para São Paulo e pegaram os kits dos participantes.
TORCIDA FAMILIAR
Os corredores da equipe francana na São Silvestre estão envolvidos em casos peculiares. A atleta Maria Fátima e o técnico Zulmário Mesquista são casados. Ao longo dos 15 quilômetros de corrida, a competidora terá uma torcida presente. “Meu marido torce mesmo, não tem jeito”, assumiu.
Mas o treinador não é o único fã. Os dois levaram para a capital paulista o filho Matheus, de 9 anos. “Ele é meu torcedor número um. Correr ele não corre, prefere futebol, mas fica vibrando por mim”, contou Maria Fátima.