Parece que foi ontem. Salvo engano era uma sexta-feira. Por volta das 15h atendo o telefone. Do outro lado da linha uma voz imponente com linguagem formal diz mais ou menos o seguinte: “Aqui é o ... do jornal Comércio da Franca. Comunico-lhe que o senhor foi um dos escolhidos para fazer parte do conselho de leitores desta casa. Será necessária sua presença hoje, em nossa sede, para registro de imagens (?!). Por favor, sem atraso. Desde já desejamos um bom mandato e aguardamos as suas observações, críticas e sugestões para qualificar os veículos de comunicação que compõem este grupo. Até logo”. Só deu tempo de dizer: “Ok, obrigado”. Claro que do outro da linha estava o inconfundível Luiz Neto. (Luiz, eu não ia perder a chance de te cornetar pela última vez! Hahahaha...).
Assim, um pouco desconfiado, o que é natural em céticos como eu, pensei: vamos ver no que isto vai dar. Com grande satisfação digo que deu no que de melhor poderia dar. Conheci um mundo que jamais imaginei estar tão perto. Um mundo de profissionalismo, trabalho e responsabilidade que almeja única e exclusivamente a verdade amparada pela qualidade. Algo que supunha existir somente em metrópoles. Para não deixar de citar o lugar comum: “santo de casa não faz milagre”.
No primeiro mandato pude constatar, entre outras coisas, que a integração entre as redações da Rádio Difusora e do Comércio, o que até então era uma aposta arriscada, tinha emplacado. Uma parceria infalível que agradava e, consequentemente, atraia mais leitores/ouvintes. Primeiro ouvia-se as informações iniciais sobre a notícia na RD. No dia seguinte aprofundava-se o conteúdo do fato nas páginas do CF. E assim foi ano após ano, com o GCN expandindo-se como nunca. Já no meu segundo mandato o núcleo de projetos especiais foi a bola da vez. Das interessantes revistas passando pelo portal de internet até chegar na produção de programas de televisão o GCN mostrou, mais uma vez, sua capacidade de surpreender e buscar novos desafios. O cliente que era leitor/ouvinte passou a ser leitor/ouvinte/internauta/telespectador. O que mais pode(ria) ser?
O tempo passou. Foram três anos e meio de muitos debates nas reuniões e através de e-mail. Alguns assuntos ficaram marcados pela divisão de opiniões, o que é comum em assuntos polêmicos. Em outros, apenas uma ou outra opinião contrária à maioria. Entretanto, o debate de idéias, felizmente, não se encerrava. Segundo um professor de História que tive: “da discussão nasce o conhecimento”. Sem ser apocalíptico, tudo tem começo, meio e fim. Após umas das maiores experiências de vida das quais eu já tive a oportunidade de participar, é hora de recolher a lupa usada para a análise, e o megafone que serviu para bradar críticas e elogios; reconheço que mais críticas do que elogios! Uma nova turma de conselheiros vem aí. Que estejam imbuídos do mesmo espírito dos colegas com os quais tive o prazer de dialogar, trocar experiências e, sobretudo, aprender durante estes anos. Para finalizar deixo uma pequena reflexão: depois de ter conhecido a fundo o trabalho desenvolvido em suas mais variadas vertentes, pergunto: “alguém aí imagina Franca sem o seu Comércio da Franca (GCN)?”.
Para mim a resposta está no título deste singelo texto.
Carlos Eduardo G. de Matos
Funcionário público e ex-conselheiro deste Comércio da Franca