Com o Poupatempo de Franca, o atual governo atingiu a marca de 25 postos de atendimento ao cidadão no Estado. Pelo menos mais duas unidades devem ser abertas até o fim do ano. A intenção dos gestores é englobar, num futuro próximo, os serviços prestados pelo município e pela União. O secretário de Estado, Marcos Monteiro, concedeu entrevista coletiva à imprensa e falou a respeito.
Comércio da Franca - O que representa a abertura do Poupatempo em Franca?
Marcos Monteiro - Primeiro, a certeza de um compromisso cumprido que o governador José Serra havia anunciado para Franca e região. Segundo, que o Poupatempo tem uma cultura que é trazida quando os postos são instalados, que é a cultura de estar, efetivamente, criando um modelo diferenciado de atendimento ao usuário do serviço público. Aqui serão oferecidos cerca de 50 atendimentos presenciais e outros dois mil que serão feitos por meio do e-poupatempo. Temos aqui o Detran, serviço de identificação para tirar o RG, a possibilidade de tirar a carteira de trabalho e o Acessa São Paulo. Enfim, são vários serviços do governo do Estado concentrados num mesmo espaço. É um projeto que, no próximo governo, tem a pretensão de ser expandido a outras instâncias de governo. A nossa ideia é que os postos possam, também, abrigar serviços municipais e federais para que as pessoas poupem ainda mais tempo.
Comércio - A agilidade e a qualidade de atendimento serão as referências deste posto?
Marcos Monteiro - Esta é a nossa marca. Poupar tempo significa ser atendido mais rápido e bem atendido. O nosso desejo é que as pessoas sejam atendidas com dignidade e que tenham mais tempo para o lazer, para a cultura e para se dedicar a si mesmo. Pretendemos mostrar que é possível trabalhar de maneira rápida, eficiente e atendendo bem à população. Tudo é pensado para este resultado.
Comércio - O que levou a desapropriação do prédio por parte do governo do Estado?
Marcos Monteiro - Primeiro, talvez, fosse o caso de explicar a não desapropriação do prédio desde o início. Nós tínhamos dificuldades com o projeto e não sabíamos o quanto conseguiríamos levar a cabo. Agora, na medida em que o processo de definição das licitações e as dificuldades foram superadas, nós resolvemos por desapropriar e assumir os prédios para o Estado.
Comércio - O senhor continuará no governo?
Marcos Monteiro - Estou aguardando uma decisão do governador Geraldo Alckmin. Não sei se continuarei como secretário de Estado, mas permanecerei no governo.