09 de julho de 2026

Você tem algum amigo mala? Saiba como identificá-lo para escapar


| Tempo de leitura: 2 min
O educador físico Uiliam Bronzati conhece vários tipos de amigos malas

O cara é um chato. Na roda dos seus amigos o nome dele é sinônimo de inconveniente. Vive pedindo carona, acha sempre que sua parte na conta do bar está errada, arruma confusão com todo mundo, reclama de qualquer coisa, conta o final dos filmes que você ainda vai ver, dá trabalho porque bebe demais, fala mal do seu namorado e aparece nas horas mais impróprias.
O trecho acima o faz lembrar alguém? É provável que sim. Atire a primeira pedra quem nunca teve na vida um amigo meio chato, meio mala sem alça. O Se Liga de hoje traçou um guia especial através de entrevistas com quem mais entende de amigos mala sem alça - os amigos deles - e com a psicóloga Rita A. Oliveira Martins, com dicas de como suportar e até se livrar desses seres.

A estudante de direito Luciana Santiago, 27, garante que em sua roda de amizade só tem espaço para os “gente boa” - mala sem alça nem se aproxima. Mas nem sempre foi assim... Na adolescência tinha uma vizinha enxerida que sempre chegava na hora errada. “Sentia o cheiro da comida da minha mãe e vinha de mansinho. Acho até que na casa dela ninguém cozinhava”, conta. A amiga chata, que aqui não vai ter nome para evitar um desentendimento maior ainda, não podia ouvir o telefone da Luciana tocar que queria saber quem era, onde ela ia e, se o passeio fosse interessante, até se convidava para ir junto. “Era um chiclete. Fugir dela foi um trauma”, conta rindo a estudante.

Mas amigo chato é um tipo comum na galera. Tanto que todo mundo tem ou, pelo menos, conhece alguém que tem. O educador físico Uiliam Bronzati, 24, por exemplo, conhece vários tipos, mas os que mais o incomodam são os “santos-do-pau-oco da balada”. “Esses me irritam profundamente. Não se divertem e não deixam a gente se divertir. Ficam pegando no pé, nos limitando, querendo ir embora e controlando nossa cerveja. É insuportável”, diz. 

A psicologia explica
Segundo a psicóloga Rita A. Oliveira Martins, professora e supervisora do curso de Psicologia da Unifran (Universidade de Franca), é necessário ter muito cuidado para evitar que alguém saia magoado.

A primeira dica é perceber se o que nos incomoda no outro - o amigo mala - são coisas que não reconhecemos em nós mesmos ou que simplesmente não aceitamos.
Já quando o amigo tem determinada postura ou ideia que vai contra nossos próprios valores e princípios, segundo ela, não há muito o que fazer. É preciso ter uma conversa franca e se afastar, sempre com cuidado para não chatear o outro.  “Algumas pessoas simplesmente não estão abertas para uma conversa séria. Se não houver oportunidade, a ferida pode ser maior do que o esperado. Neste caso o melhor é se afastar gradativamente”, garante.

Outra dica da profissional é não tomar nenhuma atitude no calor das emoções. De cabeça quente o estresse vai ser, com certeza, maior ainda.