O prefeito da cidade de Patrocínio Paulista, José Mauro Barcellos, que também exerce a função de médico na Santa Casa daquela cidade, ainda não se manifestou sobre a acusação de uma mãe pela morte de seu bebê durante o parto. Na última semana, a reportagem do GCN Comunicação procurou insistentemente conversar com o prefeito para saber dele sua posição sobre a denúncia. Ele não atendeu a reportagem. Um assessor de Barcellos, de nome Pedro, disse que ele não iria se manifestar, alegando não ter sido notificado pela Polícia Civil que investiga o caso. Na sexta-feira, a Assessoria de Imprensa da prefeitura da cidade informou que ele estava viajando.
Um inquérito policial foi aberto pela Delegacia Seccional de Franca para apurar as acusações da dona de casa Vera Lucia Pereira, 29, paciente de Barcellos na Santa Casa de Patrocínio Paulista. Ela acusa o médico de ser o culpado pela morte de sua primeira filha durante o parto. Em seu depoimento à polícia, Vera disse que ele teria optado pelo parto normal e provocado a morte do bebê por asfixia.
Informalmente, o prefeito disse à reportagem do GCN na última terça-feira, que seguiu rigorosamente o protocolo de atendimento e que tudo está registrado na ficha clínica da paciente. Mas não quis comentar as acusações, alegando não ter sido notificado pela Polícia Civil.
Esta semana, a polícia começa a ouvir funcionários da Santa Casa de Patrocínio Paulista que assistiram o parto. O delegado Daniel Paulo Radaelli disse também ter oficializado o hospital para que apresente a ficha clínica da paciente. “Nosso objetivo será confrontar a ficha médica com o laudo pericial da necropsia feito no IML do corpo do bebê. Estaremos também ouvindo todos os profissionais que participaram do parto e somente depois iremos ouvir o médico acusado pela dona de casa”, disse Radaelli, que apura o caso.