Em Patrocínio Paulista, os familiares e amigos de Vera Lúcia Pereira e Ricardo Figueiredo, pais do bebê que morreu, estão revoltados com o caso e preocupados com o abalo emocional da mãe. A operadora de caixa Suslaine Aparecida de Souza é sobrinha de Vera Lúcia e acompanhou toda a gestação. Disse que depois que conseguiu engravidar, a dona de casa ficou radiante e sonhava com o nascimento da filha. “Ela estava muito contente. Passava a mão na barriga e falava ‘essa é minha Lívia’. Ela teve uma gravidez muito tranquila. Nem enjoos sentiu”, disse.
Suslaine disse que sua mãe esteve no hospital e viu a criança morta. Ela preferiu não ter essa lembrança. “Não quis ver. Minha mãe disse que era perfeita, muito linda e parecida com o pai”. A sobrinha tem receio de que a tia Vera entre em depressão. “Encontrei com ela na primeira semana após o parto e ela chorava muito. Não podia ver as roupinhas da filha que começava a chorar. Ficou muito abalada”.
Para ela, José Mauro Barcellos é culpado pela morte do bebê. “Acho que foi erro médico porque no ultrassom dava para ver que a criança era grande e teria de ter sido cesárea”. O microempresário Aristides Júnior, 33, é amigo do casal e também acompanhou a gravidez. Estava com Ricardo quando ele recebeu a notícia da morte da filha e disse que os pais ficaram muito abalados. “Foi uma gravidez tranquila. A Vera está chocada, perturbada e se abateu muito porque a criança era muito desejada na vida dos dois. Ela esperou demais pela filha. Ela perdeu um filho e isso é uma perda irreparável”, disse ele.
OUTRA MÃE
Zumira Aparecida de Paula, 41, funcionária da Colifran em Patrocínio, teve duas filhas na Santa Casa e não acredita em erro médico. “Em 17 anos que moro aqui, sempre fui muito bem atendida na Santa Casa. Tive minhas duas filhas lá, a de 16 e a de 10. Elas nasceram de parto normal com o doutor Mauro (Barcellos). Nem ouvi falar desse caso. Talvez ela não teve muita sorte. O médico é bom”.