08 de julho de 2026

Insegurança crescente


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A cada dia que passa torna-se mais preocupante a situação dos estabelecimentos credenciados pela CPFL Paulista para o recebimento de contas de luz em Franca. Levantamento realizado pelo GCN Comunicação aponta que em 40 dias foram registrados 10 assaltos contra os postos, culminando inclusive num assassinato - em uma padaria no Jardim Vera Cruz, onde o comerciante Fernando Pereira foi morto com três tiros ao reagir ao bandido que estava armado com um revólver (leia a respeito na Página A-8). Em todas estas ações registradas entre primeiro de novembro e 18 de dezembro os marginais já amealharam mais de R$ 100 mil. A questão, que envolve ainda as autoridades de segurança pública da cidade, torna-se grave à medida em que o credenciamento vem atingindo todos os tipos de estabelecimentos, de supermercados a padarias e farmácias, passando ainda por lojas de roupas. A situação foi criada com o fim do contrato da CPFL com a CEF (Caixa Econômica Federal), o qual permitia o pagamento das contas de luz nas casas lotéricas, que já contavam com um mínimo de know-how no aspecto da segurança, com câmeras de vigilância tornando-se um inibidor da ação dos ladrões.

Agora, diante o crescimento no número de assaltos contra as credenciadas, comerciantes já estão reavaliando a oportunidade de manter o contrato com a CPFL Paulista: vale a pena correr o risco? Muitos dos que aderiram à primeira hora já estão cancelando sua participação na qualidade de correspondentes da empresa responsável pela distribuição da energia em Franca. Enquanto a direção da CPFL em Franca destaca o aumento do número de credenciados pela cidade (em relação às casas lotéricas), a população ainda reclama dos chamados ‘pontos cegos’ em diversos bairros. Em muitos casos, fica difícil se dirigir ao posto credenciado; ir às lotéricas era mais fácil. Para exemplificar, basta dizer que em toda a sua extensão (da Praça João Mendes à entrada do Jardim Éden) a Avenida Presidente Vargas não conta com nenhum destes correspondentes. E em diversos outros bairros é assim.

Muita gente acredita que a situação poderá piorar ainda mais, já que se percebe uma desconfiança dos atuais correspondentes da CPFL em manter este serviço. Muitos consideram o custo-benefício alto demais, já que estão colocando em risco não apenas o dinheiro que recebem (com as contas e seu trabalho cotidiano), mas também a própria vida. Deve-se lembrar que os bandidos também estão atacando comerciantes que levam malotes com dinheiro para ser depositado. Dos 10 roubos registrados, quatro foram contra as vítimas que levavam o dinheiro para o banco. A cidade acompanha, apreensiva, o crescimento da violência que pode chegar ao mercadinho da esquina de qualquer bairro apenas porque ali são pagas as contas de luz. É uma situação cuja solução clama urgência, à medida em que vidas inocentes são ameaçadas.