09 de julho de 2026

Ônibus irregular com passageiros é apreendido na Cândido Portinari


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A ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) apreendeu ontem na base da Polícia Rodoviária de Franca, na rodovia Cândido Portinari, um ônibus que fazia transporte clandestino de passageiros

O setor de fiscalização da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) apreendeu ontem na base da Polícia Rodoviária de Franca, na rodovia Cândido Portinari, um ônibus que fazia transporte clandestino de passageiros. O veículo saiu de Iguatu, no Ceará, na manhã do dia 17, e seguia para São Paulo sem autorização para realizar a viagem.

Este já é o décimo veículo apreendido pela Operação “Fronteira São Paulo Minas Gerais”, realizada pela ANTT em parceria com a Polícia Rodoviária e Guarda Civil de Franca. A operação, que tem o objetivo de impedir a circulação de veículos irregulares próximo ao Natal e fim de ano, começou na última terça-feira e segue até o próximo dia 31.

O ônibus estava com defeitos no tacógrafo, laudo de inspeção técnica vencido, pneus inadequados para a circulação, além de não ter credenciamento para realizar a linha interestadual oferecida. No total, 50 passageiros foram obrigados a desembarcar na rodoviária de Franca e se transferir para dois ônibus de outra empresa, que se responsabilizou por terminar a viagem. “Além de pagar uma multa de R$ 5 mil para que o veículo possa ser liberado, a Transporte Coletivo Brasil, empresa que fazia a linha clandestina, vai ter que cobrir os gastos com o transporte de todos os passageiros até São Paulo”, disse João Paulo de Souza, supervisor de fiscalização da ANTT em Franca.

A agricultora Maria Rodrigues viajava de Cariús, no Ceará, junto com uma amiga e três netos. “Vamos a São Paulo apenas para pegar outra linha até Santa Catarina. Mas com este problema, não vamos conseguir chegar no horário e teremos que passar a noite na rodoviária do Tietê”, disse.

Sidney Chayn, motorista responsável pelo trajeto, disse que as pessoas optam por este tipo de transporte pelo baixo custo. “Os passageiros pagam a metade do que pagariam em ônibus regulares. É um risco que as pessoas aceitam correr”.