08 de julho de 2026

Precatórias param processo na Justiça


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“O processo parou”. A afirmação foi feita na tarde de ontem pela mãe de um dos rapazes que supostamente teria sido vítima do padre José Afonso Dé. A mulher disse estar decepcionada de não ter notícias sobre o caso desde o meio do ano. “A última vez que entraram em contato com a gente foi no fim do mês de maio, quando acompanhei meu filho em uma audiência no Fórum”.

Segundo o advogado do religioso, Eduardo Caleiro Palma, o processo está em fase de depoimentos de testemunhas e supostas vítimas de outros Estados. Para que elas sejam ouvidas em suas cidades, a Justiça expediu cartas precatórias a Fóruns de várias localidades - não informadas devido ao segredo de Justiça que envolve o caso. “São muitas cidades e esse é um procedimento demorado”.

As denúncias contra o padre José Afonso Dé, 75, ex-vigário da Paróquia São Vicente de Paulo, se tornaram públicas em março deste ano, quando quatro garotos entre 13 e 16 anos procuraram a polícia para relatar supostos abusos que sofriam do padre. Após ouvir todos os envolvidos, a DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) instaurou inquérito e o encaminhou para o Ministério Público. Em abril, as denúncias foram acatadas pela Justiça, que decretou segredo sobre o processo. Desde então, não há detalhes sobre o andamento do caso.

Além da Justiça, as denúncias também são investigadas pelo Tribunal Eclesiástico da Igreja Católica, que já colheu os depoimentos dos meninos e pediu a manifestação de defesa do padre.