O trabalho nos depósitos de sucatas e dos catadores de recicláveis é outro termômetro para medir o aumento da produção de lixo em Franca. Romildo Garcia Vilar trabalha com sucatas há mais de 40 anos e disse que, em dezembro, o fluxo no depósito que possui no Jardim Aeroporto é intensificado.
O papelão ocupa o primeiro lugar no ranking de produtos que mais circulam no local. Na sequência, ficam as garrafas PET. O volume delas dobra em dezembro. “Em outros períodos, recebemos e vendemos 30 toneladas de PETs por mês e agora esperamos 60. As pessoas consomem mais refrigerantes. O papelão e as PETs, além dos vidros, são mais consumidos”.
As promoções de eletrodomésticos tradicionalmente feitas pelas lojas no Natal são outro fator que resulta na mudança de fluxo nos depósitos. “A parte de ferragem também sofre mudanças. São fogões e geladeiras que o pessoal troca no fim do ano e manda o antigo para o ferro velho”, disse.
Os trabalhadores que percorrem as ruas para coletar materiais recicláveis e vender esperam lucrar mais neste fim de ano. O catador de recicláveis Joaquim Ramos de Oliveira, 68, recolhe em sua carriola objetos para reciclagem em ruas e casas dos Jardins Santa Bárbara, Aviação e Aeroporto. Encontra mais latas, garrafas plásticas e ferro velho em dezembro.
“Recolho mais coisas nas ruas agora. Daqui pra frente é só esperar mais. No fim do ano dá para tirar um dinheirinho a mais”, disse ele, que não calculou quanto lucra por mês com a coleta nas ruas, mas somente no dia 13, até 10 horas, havia feito três viagens com a carriola cheia até o depósito de sucatas para vender os materiais recolhidos.