Uma nova portaria do Detran (Departamento Estadual de Trânsito do Estado de São Paulo) determinou o bloqueio de autoescolas que não se adequaram à resolução 358 do Contran (Conselho Nacional de Trânsito), como o noticiado ontem pelos veículos do CGN Comunicação. Em Franca, segundo a Associação das Autoescolas, das 57 empresas cadastradas, 20 apresentam dificuldades para cumprirem as exigências e estão bloqueadas e impedidas de registrarem novos alunos desde o dia 13. Entre as novas exigências do Contran estão o registro obrigatório de dois diretores e dois instrutores por unidade de ensino, além da disponibilização de quatro veículos - dois carros e duas motos - no caso das empresas que oferecem habilitações A (moto) e B (carro). O problema, por enquanto, só atinge os proprietários das autoescolas. Os alunos já matriculados e com exames marcados não terão nenhum problema para retirar a CNH (Carteira Nacional de Habilitação). Com a medida, as unidades também deverão adequar o espaço físico e instalar, por exemplo, banheiros para deficientes físicos e rampas de acesso. Outra determinação em vigor é que os veículos tenham no máximo até cinco anos de uso.
A determinação pode ser um primeiro passo para que se consiga uma melhoria na formação de motoristas e motociclistas da cidade. Quem dirige pelas ruas do município já percebeu que condutores de veículos francanos ainda pecam por negligência e pelo desconhecimento das exigências mínimas para trafegar de forma responsável na direção de veículos automotores. A inobservância do uso do pisca-pisca quando da conversão à direita ou à esquerda é apenas um dos exemplos. Por isso, já se convencionou dizer que o acessório é apenas um enfeite no carro dos francanos. Outro ponto destacado é o desprezo de motoristas e motociclistas pelo direito de outros veículos. Há ainda o verdadeiro atentado contra a integridade de ciclistas e pedestres. O que deveria ser uma exceção, infelizmente, já se tornou uma regra bastante perigosa nas ruas de Franca.
Por isso, a exigência de mais veículos e instrutores, além de carros mais novos, é positiva já que permitirá ao candidato à CNH maior atenção por parte das autoescolas e de seus funcionários. Ao que consta, há estabelecimentos que possuem apenas um carro e um instrutor, o qual termina a sua jornada (e agora as aulas também entram pela noite) extenuado. No fim das contas, acaba impossibilitado de acompanhar com atenção a atuação dos seus aprendizes. E isso se reflete diretamente no comportamento do trânsito do município. Uma pequena volta pelas ruas do centro mostra que está faltando algo para que os condutores formados por aqui deixem de ser relapsos e imprudentes. Quem sabe a nova exigência não seja o início de uma nova postura dos motoristas e motociclistas francanos?