A DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) abriu ontem inquérito policial para apurar as denúncias de agressões e ameaças contra o vereador Marcelo Marques de Melo, o Marcelo Valim, feitas pela sua ex-assessora parlamentar Cláudia Machado da Silva. A ex-funcionária sustentou as acusações e representou criminalmente contra o vereador com base na Lei Maria da Penha. Ainda no mesmo inquérito, Cláudia pede à Justiça medida cautelar protetiva impedindo que o vereador se aproxime dela durante as investigações. O juiz deve se manifestar sobre o pedido em 48 horas, a contar de ontem.
O inquérito de lesão corporal e ameaça foi instaurado na tarde de ontem pela delegada Graciela de Lourdes David Ambrósio. A vítima Cláudia Machado foi ouvida na tarde da última segunda-feira e manifestou o desejo de processar Marcelo Valim. Em seu depoimento, ela manteve as denúncias feitas no Plantão Policial, onde alegou ter sido agredida pelo vereador e sofrido lesões em seu pescoço, braços e quebrado um dedo da mão esquerda. “Ela sustentou que foi agredida pelo autor. Disse que, na ocasião da agressão, teve vários hematomas pelo corpo, alegando que foi ele quem as provocou”, disse Graciela.
Cláudia ainda solicitou da delegada pedido de proteção, alegando temer represália do vereador. “Ela pediu para que ele (Valim) mantenha distância e para que não a procure. Ela alega que ele tem as chaves da casa dela. Então ela está um pouco temerosa e pediu para que requerêssemos medidas protetivas de urgência, pedido que já foi encaminhado para o juiz”, disse a delegada.
Para o andamento das investigações em torno da denúncia formalizada contra o vereador, a Polícia Civil irá requerer nos próximos dias o laudo do IML (Instituto Médico Legal) do exame de corpo de delito feito na vítima. O documento é fundamental nas acusações de ferimentos provocados pelo autor. A delegada informou que testemunhas das duas partes devem ser chamadas. “Estaremos intimando estas testemunhas e posteriormente nós iremos chamá-lo (Valim) para que seja ouvido nos autos”.
Ontem a reportagem do GCN Comunicação ligou sete vezes no celular da ex-assessora, porém ele estava desligado.