Embora não tenha sido inaugurado oficialmente, pois as fortes chuvas no Estado impediram a vinda do governador Alberto Goldman a Franca, a cidade já pode contar com mais um estabelecimento público de saúde que, espera-se, consiga trazer mais qualidade no atendimento da população. O AME (Ambulatório Médico de Especialidades), que deveria ser inaugurado nesta quarta-feira, começou a funcionar na tarde de anteontem. O ambulatório, que ocupa o prédio do antigo Hospital Infantil, funcionará de segunda a sexta-feira, das 7 às 19 horas. No total, 23 municípios da região vão receber os serviços oferecidos pelo centro de diagnóstico e orientação de conduta. Os pacientes serão encaminhados pelas unidades básicas de saúde e, após as consultas, receberão o resultado dos exames no mesmo dia. “O objetivo central do AME é fazer um rápido diagnóstico para desafogar os hospitais e a Santa Casa”, disse Vilmar Medeiros, diretor do ambulatório em Franca. Desde a última semana, o AME começou a cadastrar as vagas de atendimento disponíveis e, através de um sistema de informática integrado, as unidades de saúde da região as repassam aos pacientes. A intenção é atender cerca de 15 mil pacientes/ mês.
O AME é mais um instrumento para auxiliar a rede de atendimento da Saúde pública na cidade. Sua principal função será desafogar os hospitais que atendem pelo SUS (Sistema Único de Saúde), permitindo uma agilidade maior nos diagnósticos e o encaminhamento do paciente ao médico especialista. Oxalá funcione e permita que fatos como o registrado neste ano - com a morte de dois pacientes por falta de um diagnóstico rápido e de leitos na Santa Casa - deixem de ser comuns e se tornem uma lembrança (mesmo que amarga) muito distante. A possibilidade de instalação do SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), pelo governo federal, já no ano que vem, traz perspectivas ainda mais positivas, na tentativa de agilizar o atendimento e o diagnóstico, dando maior rapidez ao encaminhamento dos pacientes para cuidados especializados.
O que se espera é que, com novos aparelhos e instrumentos, a Saúde pública se torne menos problemática e muito mais eficiente. O que se vê, atualmente - diante dos diversos problemas registrados diariamente pelos órgãos do GCN Comunicação e outros veículos de comunicação da cidade - é uma clara demonstração de que ainda há muito a ser feito para que a população sinta-se confortável e confiante quando precisar procurar médicos na rede pública. Demora no atendimento - um problema crônico que também atinge os planos de saúde -, falta de médicos e marcação de consultas para datas cada vez mais distantes acabam tornando a rede deficiente, causando transtornos e deixando órfã a grande maioria dos francanos que não têm condições de pagar um plano de saúde particular. É necessário que todos os procedimentos sejam reestudados e novas medidas implantadas para tornar menos agressivo e irritante o atendimento nos Pronto-socorros, Nubes e hospitais conveniados ao SUS.