09 de julho de 2026

Lojinhas em garagens temem queda nas vendas com mudança


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NA DÚVIDA - O comerciante Rafael Jacinto Ferreira, que possui uma loja de artigos religiosos e presentes, está na expectativa para saber se terá espaço na galeria

Após a confirmação da data da demolição dos pontos comerciais erguidos nas garagens dos predinhos do Parque Vicente Leporace, que tem previsão para começar em maio de 2011, a maior parte dos comerciantes está na expectativa pela construção dos novos centros comerciais, mas teme a redução do movimento. Atualmente o conjunto habitacional conta com 466 garagens, sendo que 181 são ocupadas com lojas e, em média, duas pessoas trabalham em cada estabelecimento.

O comerciante Bruno Cintra, que toma conta há dois anos de uma loja no ramo de eletrônicos, teme que a Justiça determine a demolição dos cômodos irregulares antes mesmo do remanejamento dos lojistas para a nova galeria. “Não posso ficar sem remuneração enquanto eles estão em obras. Espero que haja bom senso e organização nessa transferência para não prejudicar ninguém financeiramente”, disse.

A CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional Urbano), responsável pelo conjunto habitacional, deve construir cinco centros comerciais que ocuparão áreas livres existentes na própria Avenida Abrahão Brickmann. Cada unidade terá 37 boxes e cinco quiosques distribuídos em dois pavimentos. Assim como outros moradores que trabalham no local, a incerteza de como ficará a situação do bairro tem preocupado os comerciantes. “Estou inseguro com a cartela de clientes. Moro no Jardim Brasilândia e venho para cá trabalhar por causa da clientela, o movimento aqui é grande. Do que adianta um lugar cheio de lojas, mas sem clientes?”, questiona o comerciante Nivaldo de Carvalho, que ganha cerca de R$ 1,2 mil por mês com os consertos de sua sapataria há mais de 5 anos instalada em uma das lojinhas do bairro.

Terão direito aos novos espaços os comerciantes já cadastrados pela companhia. O valor cobrado ainda não foi divulgado pela CDHU. No lugar das garagens, o projeto prevê uma reurbanização dos conjuntos habitacionais com instalação de estacionamentos e área de lazer, além de jardim e outros espaços de uso comum aos moradores.

José Marcos Carboni, morador do bairro, acredita que mesmo após a decisão da Justiça, não haverá a demolição das lojinhas. “Se fosse para derrubar, já tinham derrubado. Essa história vai ficar enrolada e espero que não haja demolição nenhuma e que eles invistam em segurança como benefício para os moradores”, disse.

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