09 de julho de 2026

Vandalismo x prevenção


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Uma das maiores reclamações da população francana diz respeito à falta de espaços públicos para lazer e recreação de adultos e crianças. Embora o município conte com cerca de 150 praças públicas, nos últimos tempos grande parte delas tem se transformado em terra de ninguém: viciados em drogas e vândalos se acostumaram a tomar conta de muitos destes espaços criados para o divertimento dos moradores. E o que é pior: a cada mês a Prefeitura Municipal desembolsa uma média de R$ 45 mil apenas para efetuar reparos em praças por conta da destruição em alguns pontos da cidade (estes verdadeiros criminosos dirigem sua ira para bancos e aparelhos instalados nestes locais). Uma violência incompreensível e que se espalha para outros bens públicos como postes, placas de trânsito, orelhões e prédios localizados em locais mais distantes do Centro, onde dificilmente se vê a presença de policiais ou guardas civis municipais de forma sistemática. Ao se transformar em ponto de encontro para traficantes e viciados em drogas, as praças afastam crianças e adultos que, a cada dia, buscam o lazer dentro de suas próprias casas ou então em outros pontos, como shoppings centers e praças mais frequentadas.

O que não se entende, nestes casos, é a própria atuação da Prefeitura. Com os R$ 45 mil gastos nas reformas, seria possível promover uma maior segurança nestes locais, principalmente os que vivem uma situação mais preocupante. Com certeza, o dinheiro estaria melhor aplicado para afastar estes marginais e retomar o domínio sobre um bem comum, que voltaria a beneficiar aqueles que pagam seus impostos à espera de que o poder público os contemple com benefícios reais. O que não podemos admitir é que certos pontos da cidade estejam fadados ao abandono, ficando a população à mercê de elementos que não concorrem para o desenvolvimento da cidade e muitos menos se preocupam em preservar o patrimônio comum. Afinal, o dinheiro não é deles!

A prevenção é o melhor caminho para que a população verdadeiramente seja beneficiada. Da forma como está, o francano se vê sem ter a quem reclamar, pois quem deveria cuidar para que áreas públicas tenham a finalidade para a qual foram criadas (a Prefeitura Municipal) prefere deixar as coisas acontecerem e depois gastar para reformar o que foi destruído. A quantia gasta mensalmente (no final do ano daria mais de meio milhão de reais) seria muito melhor utilizada para manter elementos criminosos longe destes locais públicos. Com certeza a população francana iria se sentir mais segura e totalmente agradecida, pois poderia desfrutar dos bens públicos financiados por ela mesma sem temer qualquer ataque de vândalos. Além de se manter as praças livres dos marginais, o poder público gastaria muito menos apenas com a manutenção dos locais. Seria um dinheiro melhor gasto em benefício daqueles que realmente importam.